Foto: Valquir Aureliano

Flávio aposta que o Tricolor fechará o turno em alta e, se os concorrentes tropeçarem, nas primeiras posições.

A vitória não veio e o Paraná Clube ocupa hoje a sua pior colocação desde o início do Brasileiro: um modesto 12.º lugar, fora da zona de classificação à Copa Sul-Americana. Para comissão técnica e jogadores, o mais importante foi a retomada da confiança. ?Foi um jogo equilibrado e diante de uma das melhores equipes deste Brasileiro?, lembrou Gilson Kleina, antevendo um crescimento da equipe na reta final do primeiro turno. Diante do Santos e Vasco, o Tricolor tenta aliar um futebol competitivo com gols e pontos.

?Estamos a apenas três pontos da zona da Libertadores. Não há motivo para desespero, pois o grupo é forte e a nossa união fará a diferença?, acredita o goleiro Flávio, destaque do time no empate sem gols contra o Botafogo. Fez três grandes defesas, em faltas cobradas por Lúcio Flávio e Juninho e num arremate rasteiro de Dodô. Esta, aliás, foi na sua visão a intervenção mais complicada. ?Foi um chute seco, no canto. Mas o bom é que o time recuperou o seu perfil guerreiro?, destacou. Na visão do Pantera, o Tricolor só caiu por deslizes individuais.

?O bom é que esse grupo é fechado. Não tem essa de um ficar jogando responsabilidade. Vamos fechar bem esse primeiro turno e se os concorrentes tropeçarem, podemos voltar às primeiras posições?, analisou o goleiro. Confiante, Flávio acredita que o Paraná pode fazer frente ao Santos de Luxemburgo, mesmo na Vila Belmiro. ?Nosso torcedor anda desconfiado, apreensivo. Mas, aqui dentro, não pensamos assim. O time vai voltar a subir?, assegurou. Para o goleiro, o campeonato é marcado pelo equilíbrio e a instabilidade já é coisa do passado.

O técnico Gilson Kleina tem pensamento parecido e busca nesta quinta-feira a segunda vitória à frente do Tricolor. Após estrear marcando 1×0 no Palmeiras, o treinador amargou derrotas para Inter, Atlético-MG e Goiás. O ?pontinho? somado ante o até então líder Botafogo foi, para Kleina, o primeiro sinal de reação do grupo.

Para a partida em Santos, Kleina contará com a volta do volante Beto e, desta vez, não perdeu nenhum atleta suspenso. Kleina só não deu dicas sobre a formatação tática da equipe, se apostará novamente no 4-4-2 ? com Luís Henrique na função de lateral – ou se retornará ao sistema tradicional, com três zagueiros.

Reforço promete muito empenho

O lateral-esquerdo Paulo Rodrigues, 26 anos, foi oficialmente apresentado como jogador do Paraná Clube. Com contrato até o fim do ano, espera apenas o seu registro na CBF para ficar à disposição do técnico Gilson Kleina. Revelado pelo Vitória, o jogador busca um novo ciclo vitorioso em sua carreira. ?Estou regenerado?, assegurou o jogador, que já foi ?bad boy? e ?garoto problema? quando ainda atuava pelo rubro-negro baiano.

?Isso é coisa do passado. Minha vida mudou?, disse o jogador. Casado há três anos, Paulo Rodrigues garante que tudo mudou em sua vida, pessoal e profissional. ?Fiquei marcado. Saía muito, ia para a balada e isso gerava um mal-estar junto à torcida?, revelou. Uma faceta que ficou na Bahia. ?Passei por outros três clubes e sem nenhum problema. E é assim que será aqui. Chego para ajudar o Paraná a voltar a uma posição de destaque?, comentou o ala.

?Peguei o clube na Libertadores e é lá que o Paraná deve estar?, afirmou. O maior desafio de Paulo Rodrigues, agora, é ganhar ritmo de jogo. ?Estou em forma e ritmo, só jogando?, afirmou o reforço paranista. Para ele, o estilo de jogo do Paraná, com três zagueiros, só o ajuda. ?Gosto de jogar assim, com força no ataque?, finalizou.

Beckham só no fim de semana

O meia Rodrigo Beckham segue treinando, mas só deve assinar contrato no fim de semana. Como não estaria em condições físicas para estrear, o diretor de futebol Durval Lara Ribeiro deixou para definir os detalhes do contrato em Santos, onde mora o pai e procurador do atleta. ?Não há necessidade de atropelarmos nada. Vou aproveitar a viagem e definir a questão pessoalmente?, explicou Vavá.

Rodrigo, 31 anos, tem o aval de Kleina, que trabalhou com ele no Botafogo. Seria uma opção para dar equilíbrio ao meio-de-campo, que quase sempre parte para a velocidade, por característica de seus meias, quase atacantes. ?É uma peça para cadenciar o time. Em muitos momentos, aceleramos demais o jogo?, reconheceu o treinador paranista.

Além de Rodrigo, o Paraná pode acertar com outro meia, que estaria em fase de conversações. Porém, a prioridade continua sendo um atacante, independente da possibilidade de Josiel deixar o clube. O grupo empresarial que estaria negociando o artilheiro para o futebol russo não voltou a manter contatos com a diretoria paranista e já há quem aposte que a transação não será concluída.