Envolto em mistérios, o Coritiba só admite uma coisa: tentará a vitória sobre o rival Atlético para conquistar o “supermando” antecipadamente e se preparar com “tranquilidade” na 2.ª fase. “Já temos uma linha definida. A forma de jogar será a mesma que estamos usando no campeonato inteiro e não vamos sair disso não”, avisa o técnico Ney Franco. Essa foi a dica que ele deixou para a imprensa porque quem joga só será conhecido momentos antes do clássico. A tendência é que a equipe seja a mesma dois dois últimos jogos e Renatinho seja mantido na meia.

Com ele, ou não, o discurso no Alto da Glória é garantir o quando antes os dois pontos de bonificação e também a vantagem de jogar todos os jogos em casa. “Temos quatro pontos na frente do nosso adversário, mas vamos lá e jogar para vencer e definir de uma vez por todas este 1.º turno aí. Se conseguirmos essa vitória já dará tranquilidade e um pouco mais de sossego para fazermos os dois últimos jogos, preparando a equipe para a 2.ª fase. Estamos encarando com decisão e vamos lá (na Baixada) para disputar título”, justifica o zagueiro Jeci.

Na avalição do lateral-direito Fabinho Capixaba, o time tem tudo para manter o ritmo. “É um jogo que representa a manutenção da regularidade. Espero fazer uma boa partida e que a saíamos com uma vitória”, avalia. E como será jogar na Baixada? “Estava no Palmeiras em 2008 e 2009 e participei. Se não me engano perdi uma e ganhei outra. Já joguei contra o Atlético, e sei que é uma torcida que empurra o
time. Vamos encontrar dificuldades nessa partida”, analisa o camisa 2.

Mas Triguinho alerta. “Sabemos que nosso momento é muito bom, acho que dispensa comentário, pela campanha que a equipe vem fazendo. Esse jogo é diferente, tudo pode acontecer e se não levarmos a sério, não tivermos a atenção redobrada tudo isso pode ir por água abaixo”, alerta. Por isso, Triguinho até sonha em marcar. “Clássico já viu, se tiver a oportunidade de fazer não pensaraie duas vezes antes de empurrar a bola para dentro. Se tiver oportunidade vou tentar fazer para ajudar os companheiros”, diz o lateral Coxa.

Na equipe, é mistério mesmo, mas não muito. O técnico Ney Franco testou várias formações, mudou o esquema tático, mas se ele mantiver a coerência, mantém o 4-4-2 e fica entre Renatinho e Enrico na meia. O primeiro é mais criativo e o segundo mais “pegador”. Dependendo do que o treinador alviverde consiga de informações sobre o Rubro-Negro ele escala um ou o outro.