O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, rebateu duramente as acusações feitas por David Triesman, ex-presidente da Associação de Futebol da Inglaterra (The FA, na sigla em inglês), nesta terça-feira. Em audiência no Parlamente Britânico, o inglês disse que Teixeira teve uma conduta “imprópria e antiética” durante o processo das candidaturas dos países para as Copas do Mundo de 2018 e 2022.

Ex-diretor da fracassada candidatura inglesa ao Mundial de 2018, Triesman acusou o brasileiro de ter pedido propina em troca de apoio à Inglaterra no processo que acabou elegendo a Rússia como sede da competição. O inglês levantou suspeitas ainda sobre o paraguaio Nicolás Leoz, presidente da Conmebol, Jack Warner, presidente da Concacaf e Worawi Makudi, mandatário da federação da Tailândia.

Indignado com as declarações, Teixeira prometeu acionar Triesman judicialmente. “O presidente da CBF já está tomando as medidas judiciais cabíveis, com processo contra o senhor David Triesman, pelas absurdas declarações que, na verdade, tentam esconder o seu fracasso na condução da candidatura da Inglaterra, já que só obteve um voto, além daquele, logicamente, dado por ela mesma”, declarou Teixeira, em nota publicada no site da CBF.

Em sua defesa, o brasileiro alegou que Triesman não poderia ter conhecimento de um suposto pedido de propina porque não participou da reunião em que o comitê inglês pediu o voto da CBF para a eleição da sede da Copa de 2018. “O senhor Andy Triesman não participou do encontro, como pode ser comprovado”, afirmou Teixeira, se referindo à reunião realizada no dia 26 de abril do ano passado, na sede da CBF. Abaixo da nota, o presidente da CBF anexou a notícia sobre o encontro publicada pelo próprio site da CBF, em 2010.

Teixeira disse ainda que o voto da Confederação Brasileira de Futebol e das demais confederações da América do Sul foi declarado com antecedência e noticiado pela imprensa. As entidades escolheram a candidatura conjunta de Espanha e Portugal.