Os tenistas israelenses não aprovaram a decisão das autoridades suecas, que optaram por fechar os portões do confronto entre Israel e Suécia, pelo Grupo Mundial da Copa Davis. De acordo com os jogadores, a atitude mistura política com esporte e pode criar um precedente para outros países fazerem o mesmo.

“Acho que foi uma decisão errada. Penso que isso pode abrir as portas para que outros países tomem a mesma atitude. E acho que será muito ruim jogar sem a torcida”, afirmou Andy Ram. O confronto será realizado em Malmo, entre sexta-feira e domingo.

Segundo os dirigentes, os portões serão fechados durante as partidas por questão de segurança. Recentemente, esportistas israelenses têm sido hostilizados devido aos ataques à Faixa de Gaza.

No mês passado, a tenista Shahar Peer não teve visto concedido para disputar o Torneio de Dubai. Depois de reclamações de atletas em todo o mundo, os organizadores liberaram o visto para que Andy Ram disputasse o torneio masculino de duplas, na semana seguinte.

Para Harel Levy, outro membro da equipe da Davis, política e esporte não devem se misturar. “Estamos aqui para jogar tênis. Não queremos falar sobre política ou terrorismo”, afirmou. Além de Ram e Levy, o time israelense tem Dudi Sela e Noan Okun.