Foto: Valquir Aureliano/O Estado

Aderaldo fará sua reestréia, jogando ao lado de Daniel Marques.

Após 180 minutos de observações – e a visível evolução física dos recém-contratados -, o Paraná Clube finalmente coloca em campo um time próximo daquele considerado ideal pelo técnico Zetti, de olho na Copa Libertadores da América. Se não houver imprevistos, serão quatro estréias no jogo frente ao Nacional de Rolândia, amanhã, às 17h, na Vila Capanema. Além dos zagueiros Daniel Marques e Aderaldo, o treinador lança o meia Dinélson e o atacante Vinícius Pacheco.

Outra novidade fica por conta da volta ao time do capitão Beto, que recebeu tratamento especial da comissão técnica. Ao contrário de muitos atletas, Beto perdeu peso – e, conseqüentemente, massa muscular – durante as férias. Com essas cinco novidades e a presença do meia Gérson, agora como titular, o ?novo? time do Paraná se completa com outros quatro jogadores, ?remanescentes? da primeira rodada do Paranaense: os alas Alex e Egídio, o volante Goiano e o atacante Henrique, agora na sua real posição.

A comissão técnica mantém sua programação básica e acredita que ao longo das duas próximas semanas conseguirá armar um time competitivo – e forte sob o aspecto físico – para a largada da Libertadores, no próximo dia 1.º de fevereiro, frente ao Cobreloa, no Chile. ?Nossa preparação foi voltada para dar um lastro físico a todo o grupo?, comentou Zetti. ?Agora, vamos dar mais atenção à montagem do time.? Se não houver imprevistos, o treinador pretende escalar a equipe-base da Libertadores nos jogos contra Nacional, amanhã, e Londrina, no próximo dia 27 de janeiro.

Na quarta rodada, os ?titulares? serão poupados da viagem para o jogo contra o Engenheiro Beltrão. Zetti, independente desse quadro, não fala em equipe A ou B. Garante que a escalação do time para a Libertadores será definida pelo rendimento de cada um, nos treinos e nos jogos. ?Temos um longo caminho pela frente.

O primeiro desafio é passar pelo Cobreloa, mas confio nesse grupo?, analisou Zetti. ?Temos trinta jogadores no elenco e quero todos mobilizados. Cada um terá sua importância nessa caminhada.?

A nova formação já foi testada ontem, em um treinamento tático.

Os últimos ajustes serão efetuados no apronto desta manhã, na Vila Capanema.

O torcedor paranista, que for ao Estádio Durival Britto, amanhã, verá em campo este time: Flávio; Alex, Daniel Marques, Aderaldo e Egídio; Goiano, Beto, Gérson e Dinélson; Henrique e Vinícius Pacheco.

Joelson pede paciência

?Só peço o apoio da torcida.? Mesmo sem esconder a mágoa com a atitude de parte dos paranistas que estiveram no Pinheirão, quarta-feira, o meia Joelson evitou polêmica. ?Sinceramente, fiquei surpreso com as vaias?, desabafou. No segundo tempo, o meia foi o mais visado pela galera. Mesmo que em pequeno número – perto de 600 paranistas – os torcedores passaram a hostilizar Joelson assim que o J. Malucelli abriu o marcador.

?Não fujo da responsabilidade. Sei que os jogadores de maior expressão são mais visados?, disse Joelson. ?Mas ninguém pode dizer que eu não me esforcei. Por onde passei, sempre fui um jogador batalhador e tenho feito de tudo para agradar. Mas, é início de temporada?, disse o jogador. O meia-atacante disse que terminou o jogo com cãibras, mas não desistiu em momento algum. ?Acreditava na virada.

Pelo menos, empatamos.?

Joelson sabe que o entrosamento ainda está distante do ideal. ?Eu, o Zumbi e o Vandinho não fizemos um coletivo sequer. Só um trabalho tático. Então, é normal que as dificuldades surjam, diante de um time bem arrumado?, comentou o meia. ?Mas, com a ajuda do torcedor, para todo o time, vamos superar essa fase e chegar bem condicionados para a largada da Libertadores?, concluiu. Somente no treino desta manhã o técnico Zetti define se Joelson ficará no banco de reservas, frente ao Nacional, ou não.

Júlio Santos não fica

Não houve acerto.

O zagueiro Júlio Santos foi liberado pelo Paraná Clube, que decidiu não esperar o pleno restabelecimento do atleta. ?A idéia era trazer um atleta pronto para jogar, em plena forma?, explicou o vice de futebol José Domingos.

A diretoria já trabalha com outras possibilidades e um ?substituto? para Júlio Santos deve ser contratado nos próximos dias.

O técnico Zetti pretende contar com um zagueiro com essas características, capaz de realizar a função de líbero, dando maior flexibilidade tática ao time. Nas avaliações realizadas até aqui, não viu no atual grupo um defensor com esse perfil.

O próprio Brasileiro do ano passado é um exemplo disso. Depois que Émerson deixou o clube, a comissão técnica tentou com Neguete e Gustavo – hoje no Palmeiras – sem sucesso. O time só encontrou equilíbrio quando passou para o 4-4-2, mas tendo em Pierre um volante versátil, que muitas vezes exercia a função de um terceiro zagueiro.

Júlio Santos foi reavaliado ontem por uma junta médica do Paraná e o prazo estimado para seu retorno aos gramados variaria de quarenta a cinqüenta dias. Há cerca de cinco meses, o zagueiro passou por uma cirurgia para a recuperação dos ligamentos cruzados do joelho esquerdo. ?Clinicamente ele está bem. Mas, depois de uma cirurgia como essa, a readaptação física demanda um bom tempo?, comentou o responsável pelo departamento médico do clube, Mothy Domit.