O Grêmio elegeu a classificação para a Copa Libertadores de 2003 como a meta viável no jogo contra o Santos, hoje, no Estádio Olímpico, pelas semifinais do campeonato brasileiro. Afinal, para chegar à final o clube gaúcho precisa ganhar por três gols de diferença. Mas a tarefa não é fácil. O time precisa vencer por qualquer placar e torcer para que o Corinthians derrote o Fluminense na outra semifinal, em São Paulo.

Depois, com a conquista do terceiro lugar no Brasileiro, o Grêmio ainda ficaria na expectativa da indicação da CBF, que poderia, por motivos políticos, optar pelo Cruzeiro, vice-campeão da Copa dos Campeões, ou pelo Brasiliense, vice-campeão da Copa do Brasil.

O outro caminho para a Libertadores é o mesmo que levaria à final do campeonato brasileiro. Mas uma vitória por três gols de diferença sobre o Santos é vista até pela torcida como um sonho com pouquíssimas chances de se tornar realidade, especialmente pela diferença técnica entre os dois times vista no jogo de domingo passado, quando o Grêmio perdeu por 3 a 0 na Vila Belmiro.

Apesar da dificuldade, o técnico Tite não desistiu da vaga. “A mística do Grêmio é muito forte e não pode ser subestimada”, afirma ele, tentando animar seus jogadores e os torcedores. O plano é fazer um gol no primeiro tempo para abrir a perspectiva de construir o placar desejado, o que poderia, inclusive, mexer com os nervos dos adversários.

Rodrigo Fabri, que disputa a artilharia do campeonato e não marca há quase um mês, concorda com o técnico e oferece uma amarga experiência pessoal para acreditar que é possível reverter a desvantagem. Em 1996 ele era o destaque da Portuguesa que chegou ao Olímpico podendo perder de 1 a 0 para conquistar o título brasileiro. Paulo Nunes fez o primeiro gol para o Grêmio no início do jogo e a Lusa não resistiu à pressão. Aílton marcou o gol do título no final do jogo, causando aquela que ainda hoje é a maior frustração da carreira do atacante.

A volta dos titulares Roger, Gilberto, Gavião e Tinga é a esperança dos gremistas para conter os garotos do Santos, especialmente Diego e Robinho, e criar jogadas de ataque. A presença de Luís Mário, tida como certa na segunda-feira, ainda não está confirmada. O atacante não sente mais dores na mão fraturada, mas só joga se os médicos entenderem que podem trocar a proteção que ele vinha usando por uma nova, que permita maior mobilidade.

Os desfalques, desta vez, estão na defesa, que não terá Ânderson Polga e Claudiomiro, suspensos. Eles serão substituídos por Samuel e Adriano.

As dificuldades que o time tem enfrentado no ataque, que marcou só um gol nos últimos três jogos, levaram o Grêmio a consultar a CBF sobre a possibilidade de usar o centroavante Grafite hoje. O jogador participou do início do campeonato pelo clube gaúcho, mas foi emprestado ao Santa Cruz, de onde voltou após a eliminação do time pernambucano na segunda divisão. Mas a sua participação no jogo contra o Santos foi vetada.

Ficha Técnica

Local: Olímpico (Porto Alegre). Horário: 21h40. Árbitro: Antônio Pereira da Silva (Fifa-GO). Grêmio: Danrlei; Samuel, Adriano e Roger; Anderson Lima, Gavião Tinga, Rodrigo Fabri e Gilberto; César (Luís Mário) e Rodrigo Mendes. Técnico: Tite. Santos: Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego; Robinho e Alberto. Técnico: Emerson Leão.