te34010205.jpg

O treinador corintiano
surpreendeu a imprensa.

São Luís – A desilusão com o fraco futebol da partida de estréia de Tevez e Carlos Alberto no Corinthians, sábado contra o América no Morumbi, chegou até o Maranhão -distante três mil quilômetros de São Paulo. Na estréia da Copa do Brasil, o adversário de amnhã, às 21h40, é o Sampaio Corrêa.

No aeroporto Marechal Cunha Machado, em São Luís, o sistema de proteção montado para proteger o time galáctico se mostrou inútil por um motivo simples. Não havia torcedores esperando pelo time.

O acusado de haver frustrado os torcedores e acabado com o clima de euforia se defendeu como nunca ontem à tarde. O calor de cerca de 32ºC deve ter influenciado e Tite, pela primeira vez, demostrou sua raiva com as primeiras vaias dirigidas a ele e o coro de "burro" que teve de ouvir no Morumbi. E admitiu o óbvio: precisa urgente de reforços.

"Primeiro, não aceito essa história de galácticos. O Corinthians é um time desmontado, em formação, que ganhou dois grandes jogadores. Se imprensa e torcida não conseguem enxergar, eu preciso ter os pés no chão. Procurei a MSI no domingo e pedi dois reforços urgentes para o meio de campo. Não quero continuar a ganhar as partidas, ficar frustrado e ter de dar sorriso amarelo. Não foi para isso que aceitei continuar no Corinthians", desabafou o técnico.

Ele percebeu que os dois reforços são necessários para que a equipe não crie dependência do Tevez e do Carlos Alberto. "Eles são grandes jogadores, mas precisam de outros atletas que retenham a bola, dois atletas vividos, experientes para dar equilíbrio ao time. Não dá para esperar só pelos dois. Fui bem claro com o Kia (Joorabchian). Ele foi ao Morumbi, viu e entendeu a minha necessidade. E garantiu que os atletas chegarão. Para tanta cobrança, as coisas precisam estar diferente no grupo", desabafa. Ele quer mais jogadores de qualidade.

Tite revelou que se calou diante de situações que para ele eram óbvias. "Me cobraram sobre o fato de eu não ter deixado o Tevez cobrar o pênalti contra o América. Eu sabia que o Coelho havia treinado melhor. Poderia entrado no clima de festa e deixar o Carlitos bater. Só que eu não sou um medroso, um bundão que está no Corinthians para agradar aos outros. Sou o comandante do time, o técnico. Bate pênalti quem está melhor e acabou. Esse grupo tem comando."