A passagem da tocha olímpica por Paris continua marcada por protestos e manifestações pró-Tibete. A fim de garantir a segurança e evitar incidentes maiores, a organização do revezamento apagou a tocha pela terceira vez, colocando-a dentro de um ônibus para que continuasse seu trajeto pela cidade.

Os protestos em Paris já eram esperados desde a semana passada, quando foi anunciado que a prefeitura da cidade estenderia uma faixa com mensagem pelo fim dos conflitos. Antes, o presidente do país, Nicolas Sarkozy, havia afirmado que o boicote aos jogos "não é má idéia".

Parte dos atletas que conduzem a tocha na capital francesa também se manifestam sobre o conflito, com os dizeres "Por um mundo melhor" estampados em broches.

O jogador de vôlei, Rafael Redwitz – levantador do Paris Volley e único brasileiro escalado para o revezamento na cidade – disse que a situação é "muito complicada" na capital francesa.

"Tem gente tentando apagar a tocha, muita gente protestando, mas espero que dê tudo certo. É um sonho carregar a tocha, até por ter a responsabilidade de representar o Brasil", disse o atleta, em entrevista ao Sportv.