Foto: Fábio Alexandre
Dirceu de Mattos, técnico
do Vermelhinho.

A velha disputa entre capital e interior volta a movimentar o futebol paranaense a partir da próxima 4.ª-feira. Oito jogos marcarão o início da 94.ª edição do campeonato estadual. Quinze times partem atrás do troféu, que será defendido pelo Paranavaí.

Atual campeão, o Vermelhinho tenta repetir uma proeza que não acontece há 44 anos. Em 1964, o Grêmio Maringá foi o primeiro, e único, time do interior a conquistar o bicampeonato. Nunca mais o título ficou longe de Curitiba por dois anos seguidos.

O time que vai em busca da façanha não tem nenhum remanescente do que bateu o Paraná na decisão de 2007. Elenco e comissão técnica estão completamente reformulados. Amauri Knevitz, comandante da conquista, está hoje no São Caetano-SP e Dirceu de Mattos tem a tarefa de não deixar o Paranavaí fazer feio no papel de campeão.

O trio de ferro será o principal obstáculo às ambições do Vermelhinho. Mas Atlético, Coritiba e Paraná não terão moleza. Sem tempo para pré-temporada, vão encontrar os times do interior ?na ponta dos cascos?, após um bom período de preparação. O Adap-Galo, por exemplo, realizou quatro amistosos enquanto o elenco dos ?grandes? curtia suas férias. A dupla Atletiba promete uma disputa à parte. Após dois anos separados no Brasileirão, com o Coxa amargando a Segundona, os arqui-rivais são novamente os únicos representantes do Estado na elite nacional. Um ingrediente explosivo para o clássico marcado para o dia 20 de janeiro, pela 5.ª rodada.

O Paraná, que chegou à final nos últimos dois anos, não está dando muita bola para o torneio. Pelo menos na 1.ª fase. Enquanto os titulares farão uma pré-temporada em São Bento do Sul, um time reserva vai iniciar a disputa do estadual. A equipe principal só entrará em cena a partir da terceira rodada, no próximo dia 16.

Outras atrações do Paranaense estarão no banco de reservas. Dois goleiros que marcaram época no futebol brasileiro irão se arriscar no papel de treinadores. Valdir Peres, que defendeu a seleção em três Copas do Mundo (1974, 78 e 82), dirige o Real Brasil. O Cascavel será comandado por Rafael Camarota, campeão estadual pelo Atlético, em 83, e brasileiro pelo Coxa, em 85.