O técnico Abel Braga, do Atlético, define oficialmente hoje a equipe que enfrenta o Coritiba, sábado, na Arena. Para o clássico, as dúvidas estão no ataque e na defesa e deverão ser dirimidas no coletivo que ele comanda, hoje à tarde, no CT do Caju. A intenção do treinador é definir o time o mais rápido possível para não causar nenhuma expectativa do grupo de jogadores. A vitória é fundamental para as pretensões do time na seqüência do Campeonato Brasileiro.

“Eu não tenho porque fazer segredo. A equipe será definida nos treinos que ainda restam até a data do clássico”, informa o técnico. Para ele, o clube não está em condições de ficar fazendo mistério. “Os próprios jogadores ficam nessa expectativa e isso pode causar algum problema. É melhor cada um já saber antecipadamente o que deve fazer na hora do jogo”, explica. Além disso, como seu time já é bastante conhecido pelo adversário, não surtiria um grande efeito esconder a escalação.

As principais novidades, já confirmadas, são os retornos do atacante Kléber e do ala-esquerdo Ivan. O primeiro volta após cumprir suspensão automática e o segundo substitui o titular Fabiano, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. “É um jogo muito importante, sabemos da necessidade da vitória e vamos com tudo para tentar buscar esses três pontos”, afirma o atacante. Com Kléber, Dagoberto deverá voltar para a suplência e aguardar nova oportunidade. A dupla de ataque ficaria com Alex Mineiro e o artilheiro Kléber.

A principal dúvida, no entanto, está na zaga. Com a ausência de Gustavo, o zagueiro Wellington Paulo e o volante Douglas Silva disputam para ver quem vai ser o líbero. “Eu já joguei assim contra a Portuguesa e fui bem. Se o professor optar por mim, estarei pronto para entrar nesse clássico”, aponta Wellington. O mesmo vale para o volante. “Já atuo na marcação e não teria dificuldades para ficar recuado na zaga”, diz. A prova final será no coletivo de hoje à tarde.

Presença

Assim como na terça-feira, o presidente Mário Celso Petraglia foi ao CT do Caju prestigiar o trabalho do elenco. Com todas as obrigações trabalhistas (salários e prêmios) do clube em dia, ele espera os jogadores mais motivados do que nunca para passar pelo Coritiba. Somente uma vitória mantém o time com chances de se classificar à próxima fase e fora do risco do rebaixamento.

Cocito, jogo sem violência

O volante Cocito, do Atlético, aposta na tranqüilidade para o time superar as dificuldades e o adversário no clássico de sábado. Experiente e com vários Atletibas nas costas, ele sabe que esse é o momento em que o time não pode se deixar levar por provocações. Em entrevista a O Estado, o jogador diz que sua equipe vai entrar apenas para jogar futebol e espera que o Coritiba também pense assim.

Paraná-Online

– Muda alguma coisa na preparação do time para o clássico?

Cocito

– Acho que não. Contagia mais a torcida pela rivalidade de ser duas grandes equipes da mesma cidade, um dérbi, mas nós vamos continuar trabalhando bastante como sempre fizemos e acho que os três pontos a serem obtidos são os mesmos se viessem de uma vitória contra o Grêmio. A rivalidade fica mais por conta da torcida e nós temos que entrar somente pensando em jogar futebol.

Paraná-Online

– Os últimos encontros entre Atlético e Coritiba têm sido nervosos. O que fazer para evitar isso?

Cocito

– Pelas circunstâncias que se encontram as duas equipes e pela necessidade de vitória de ambas, às vezes o jogo pode até partir para um pouco de violência. Mas, a nossa tendência, e nós estamos conversando bastante aqui, é entrar e pensar apenas em jogar futebol.