Gramado da Vila Capanema: time se adaptou e já tem a 4.ª maior série invicto da história tricolor. Com as goleadas sobre Ipatinga e Santo André ambas por 3 x 0 o Paraná Clube completou 12 jogos de invencibilidade atuando no estádio Durival Britto.

Essa já é a quarta melhor série da história do Tricolor na Vila Capanema. As maiores ocorreram nos anos 1990, com 16 jogos (1991), 14 (1990) e 13 (1999). Foi com a chegada do técnico Marcelo Oliveira que a equipe começou a resgatar a necessidade de se impor em casa.

“Fiz um levantamento. Sei que nos anos 90 o Paraná quase não perdia jogando na Vila Capanema. Precisávamos resgatar isso”, repete o treinador. Entre 1990 e 1999, o Tricolor disputou 177 jogos em seu estádio, com 111 vitórias, 44 empates e somente 22 derrotas. “Bom rendimento em casa dá sustentação para a campanha e cria uma empatia entre time e torcida, algo imprescindível nesta Segundona”, lembra Oliveira, que conta até com o gramado ruim da Vila Capanema para fazer valer o mando de campo.

Segundo o técnico, é um ingrediente para ajudar a transformar o Durival Britto em um “alçapão”. “Pode não ser o ideal, mas conhecemos esse piso e temos que tirar vantagem disso”, frisa.

Na prática, as mudanças no elenco após o Campeonato Paranaense tornaram o time com características mais apropriadas ao campo da Vila -pesado e com irregularidades.

No estadual, com jogadores muito “leves”, como Pará e Márcio Diogo, por exemplo, o Tricolor esbarrou no problema de adaptação ao gramado. Hoje, com André Luiz, Gílson e Leandro Bocão, todos atletas de maior vigor físico, a jogada aérea tornou-se a preferida do Tricolor.

Deu tão certo a adaptação do time ao gramado, que a diretoria do Paraná Clube, que havia estudado a possibilidade de aproveitar o paralisação do Brasileiro para trocar o campo da Vila Capanema, decidiu arquivar a ideia.

Haverá apenas um trabalho especial de recuperação do piso, com a descompactação do solo e a introdução da grama de inverno, minimizando as irregularidades do gramado, como já aconteceu no ano passado. O lema agora é: em “campo bom” não se mexe.