O Paraná Clube tenta mostrar hoje, às 21h, em Natal que o “novo” time vive um processo gradual de evolução. Para isso, mais do que jogar bem o Tricolor precisa de uma vitória sobre o América-RN para impedir o distanciamento do pelotão de frente da Série B e para assegurar tranquilidade no desenvolvimento desse trabalho de reconstrução da equipe. Com um resultado positivo, de quebra, Zetti & CIA também exorcizariam antigos fantasmas de um pequeno tabu.

O histórico de confrontos entre os clubes é breve, mas os torcedores paranistas ficaram com a imagem de que o América é um temível algoz.

Tudo por conta de uma sequência de três derrotas, as únicas, aliás sofridas para o time potiguar entre os anos de 2007 e 2008.

Não para menos que estes resultados ficaram marcados na retina dos tricolores.

Afinal, o Paraná foi o único a perder para o Mecão há duas temporadas, resultados que selaram a sorte do time paranaense, rebaixado para a Série B (abraçado ao “asa-negra”).

Não que esses números façam alguma diferença para o reformulado Paraná. Afinal, em sua passagem anterior por Vila Capanema, o treinador provou que “tabu existe para ser quebrado”.

Foi sob a direção de Zetti que o Tricolor venceu pela primeira vez no Estádio Joaquim Américo, resultado que valeu classificação para a decisão do Paranaense de 2007.

“Números valem para estatística, mas não definem o que será o jogo. Hoje, o que importa é darmos continuidade a esse processo de evolução deste time”, ponderou o técnico, que na busca pelo entrosamento ideal mantém a mesma formação da última jornada.

Exceção feita ao comando do ataque, onde Wellington Silva herda a vaga de Alex Afonso. Lesionado, o centroavante sequer viajou com a delegação para Natal. “Não quero mexer na estrutura que estamos montando. Mas já temos novas opções e aos poucos vamos moldar a melhor equipe para esta competição”, analisa Zetti, sempre exaltando o esforço do clube em armar um elenco de bom nível, englobando titulares e reservas.

“Quero estimular essa disputa interna. Aqueles que estão no banco têm que ter como objetivo uma vaga entre os titulares. Gosto de ver isso no olho de cada jogador”.

Sob essa diretriz, Zetti projeta um Paraná competitivo ao longo da Série B, mas com a plena consciência de que todo o planejamento está sujeito à necessidade do clube o quanto antes se posicionar na parte de cima da tabela.

“Temos que mirar sempre o G4. Estando lá ou próximo desta área. Aí, tudo fica mais fácil”, justificou. Hoje, o treinador vai procurar repetir a mesma estratégia de jogos anteriores, priorizando a disciplina tática. “Com organização, temos maiores chances de surpreender”, avisou, acreditando no correto preenchimento dos espaços em especial no meio-de-campo e na eficiência dos contragolpes para tirar proveito da necessidade de vitória dos donos da casa.