O Paraná Clube frustrou seu torcedor pela segunda vez seguida. Num jogo rotulado como “atípico” por seu treinador, o time perdeu por 3×1 para o Barueri e hoje, com a conclusão da rodada, deverá deixar o G4 da Série B.

O Tricolor estendeu para três jogos o seu “jejum” na competição, no pior momento da equipe no Brasileiro. Na próxima rodada, novamente em casa, frente ao ABC, o grupo de Roberto Fonseca irá se deparar com uma pressão inédita desde a chegada do treinador.

Precisando do resultado para seguir com possibilidades de atingir a sua quarta minimeta, o Paraná iniciou o jogo a todo vapor. Com variações pelos dois lados do gramado e muita vibração, o Tricolor encurralou o Barueri.

Giancarlo teve duas chances para abrir o placar, mas quem levantou a torcida foi Rone Dias. Aos 13 minutos, o meia mandou um chutaço da intermediária e acertou o travessão. O castigo veio pouco depois.

Marcos Pimentel, aos 19, acertou um belo chute, no ângulo direito de Zé Carlos. O Paraná acusou o golpe, mas aos poucos recuperou o controle da partida e dava sinais de que o empate era questão de tempo.

Mas, pouco inspirado, Giancarlo não conseguiu converter em gols as jogadas de Rone Dias e Jefferson Maranhão. E, como quem não faz leva, aos 43 a zaga deu mole em uma cobrança de escanteio e Daniel Marques conferiu: 2×0.

Roberto Fonseca, que já havia lançado Borebi no primeiro tempo, arriscou tudo com Ricardinho e, depois, Packer. Mas, mesmo mantendo volume de jogo, o Paraná finalizava pouco, esbarrando na bem postada defesa paulista.

Aos 34, Ricardinho fez um lançamento preciso para Jefferson Maranhão. Ele entrou na área e foi derrubado por Anderson Pedra. O volante, que já tinha amarelo, foi expulso.

O goleiro Zé Carlos foi para a cobrança e não deu chance para Juninho. Com o gol e um jogador a mais, o Paraná deu ao seu torcedor a esperança da reação. Mas, o clima positivo durou apenas seis minutos.

Num vacilo de Jefferson Maranhão, Anselmo roubou a bola, avançou e fuzilou Zé Carlos, definindo a vitória do Barueri, 3×1, em plena Vila Capanema. Uma ducha fria para aqueles que imaginavam uma arrancada da equipe de Roberto Fonseca.