O Paraná Clube se mantém irredutível e já considera a negociação do ala Gilson com o Grêmio encerrada. O vice de futebol Aramis Tissot não aceitou os temos da transação e já mandou o atleta se reapresentar na Vila Capanema.

Impasse criado com a Amaral Sports, que intermediava a transferência do jogador para o clube gaúcho. “Se o Grêmio quiser, que venha a Curitiba para conversar”, disparou o dirigente.

Aramis Tissot nunca escondeu um desconforto com a saída de Gilson, tido como um dos melhores jogadores do Paraná nesta Série B. A contragosto aceitara a transação, pela qual o clube receberia R$ 300 mil, ficaria com 15% dos direitos econômicos do atleta e ainda poderia trazer por empréstimo três jogadores de uma lista oferecida pelo Grêmio. “A negociação era boa, não dá pra negar”, disse Tissot. “Mas, não aceito que o Gilson tenha que ser federado ao Grêmio”.

Esta é a origem de toda a bronca e o próprio Marcos Amaral reconhece a razão do dirigente paranista. “Pelas conversações preliminares, o Gilson permaneceria vinculado ao Paraná. Mas, o Grêmio recuou dessa idéia. Agora, temos que resolver”, disse o empresário. “Lamento que tenha chegado a esse ponto, mas acho difícil o Gilson voltar ao Paraná. Psicologicamente, não há ambiente para isso”, emendou.

Gilson, na transferência, passaria a ganhar quase seis vezes mais. Além disso, receberia, como “luvas’, um carro. “Acho que a negociação é boa para todas as partes. O Paraná ganharia uma boa quantia e ainda ficaria com percentual de futura transação. Vamos esperar e ver se ainda conseguimos consertar isso”, disse Amaral. O empresário admite que as relações com o clube ficaram estremecidas, mas não voltou a falar em rompimento, como na véspera.

Josigol

Independente desse impasse quanto a Gilson, a Amaral Sports segue trabalhando na contratação de Josiel. O centroavante já está no Brasil e, segundo Amaral, as conversações estão bem encaminhadas.

“Ainda acredito no acesso”, disse o empresário. Ainda em Porto Alegre, Gilson aguarda o desenrolar do imbróglio para poder começar a trabalhar no Olímpico. Ele foi aprovado nos exames médicos, mas só poderá ser apresentado se Aramis Tissot mudar de opinião, algo incomum na trajetória do dirigente à frente do Paraná Clube.