Foto: Valquir Aureliano

O meia-atacante Giuliano, que pode ser a novidade tricolor na Baixada substituindo Massaro: ?respeitamos, mas não tememos?.

Se antes não vencia, agora o Paraná Clube está há três jogos sem perder. Resumindo: o time principal está invicto na temporada e coloca essa condição em jogo no domingo, justamente contra o líder Atlético Paranaense. Uma partida em que o potencial do elenco será definitivamente colocado à prova. Os tricolores admitem que o favoritismo é do Atlético, que está com 100% de aproveitamento e joga em casa.

Correndo por fora, o Paraná vai sentir nessa partida se tem ?bala na agulha? para sonhar com o título do estadual. Por mais que em silêncio a diretoria siga na busca por mais um ou dois reforços – um centroavante e mais um meia -, o grupo atual é que terá a árdua tarefa e parar o líder. ?Respeitamos, mas não tememos. O Paraná tem que tentar impor o seu jogo, mesmo na Arena?, disse o meia Giuliano, candidato a titular neste clássico.

Saulo de Freitas não deu dicas sobre a escalação que utilizará contra o Rubro-negro. É certo, no entanto, que o 3-5-2 será mantido. Isso, caso o líbero Nem se recupere das dores musculares, reflexo da seqüência desgastante de jogos neste início de temporada. Pelo primeiro parecer dos médicos, todos os jogadores estarão à disposição da comissão técnica. Inclusive o lateral-direito André Luiz, que hoje faz um teste de campo.

Uma lesão na coxa esquerda tirou o ala das duas últimas partidas. Se estiver em condições ideais, Saulo de Freitas não teria que recorrer à improvisação de Vandinho pelo setor. No meio-de-campo, Goiano disputa vaga com Jumar e no ataque, Massaro deve ser ?barrado?. Pelo que rendeu nas últimas partidas, Giuliano pede passagem, mas o treinador ainda não antecipou sua presença. ?Estou à disposição e buscando meu espaço. Mas quem decide é o Saulo?, disse Giuliano. ?O importante é que o grupo está fechado e aqueles que estão entrando têm mostrado bom futebol?, arrematou o meia.

Gol espanta maré de azar de Luís Henrique

Foto: Walter Alves

Zagueiro festeja ao marcar contra o ACP: fim do calvário de lesões.

Logo após mandar a bola para a rede, aos 16 minutos do 2º tempo, o zagueiro Luís Henrique saiu batendo no peito, como se gritasse ?eu sou o cara?. Reação espontânea de um atleta que havia passado por momentos delicados ao longo de aproximadamente cem dias. Um verdadeiro calvário. O xerifão garante que não foi uma resposta para o torcedor -que naquele momento cobrava um melhor resultado na base das vaias -, mas uma forma de extravasar a angústia guardada ao longo do período de inatividade.

?Não tem coisa pior para um jogador do que ficar preso a um departamento médico, sem saber quando vai voltar ao campo?, disse Luís Henrique. O afastamento ocorreu no início de outubro, mas o zagueiro passou por dificuldades muito antes disso. A tendinite no joelho esquerdo começou a incomodá-lo ainda na ?era? Pintado. ?Só que a gente foi controlando o quadro com medicamentos e repouso. Segui jogando e tentando ajudar o grupo?, lembrou o xerifão.

O momento extremo ocorreu logo após o jogo contra o Atlético, no final de setembro. ?Voltei na base do sacrifício?, revelou. Luís Henrique faria, depois disso, mais três jogos, todos na base da infiltração. ?Tentei ajudar, mas serviu de lição. Acabei entrando em campo meia-boca e a lesão ainda se agravou?, comentou o zagueiro paranista. Com a chegada de Saulo de Freitas, Luís Henrique foi afastado para um tratamento completo, que se estendeu inclusive ao período da férias regulares dos atletas.

?Foi uma corrida contra o tempo, tentando recuperar a forma para começar o ano bem?, afirmou. Luís Henrique ainda passaria por novo momento de tensão, antes de voltar a vestir a camisa de titular do Paraná. Durante a pré-temporada, em São Bento do Sul, torceu o joelho esquerdo. ?Um filme passou na minha cabeça. Quando caí, a dor foi igual àquela que eu sentia. Achei que começaria tudo outra vez?, admitiu. ?Sorte que foi só o susto e com poucos dias de tratamento já estava de volta aos treinos?, lembrou Luís Henrique.

A volta do jogador fez Saulo abdicar do 4-4-2, fortalecendo o setor defensivo com três zagueiros. Luís Henrique entrou ainda no primeiro tempo contra o Cianorte e recuperou a condição de titular na última quarta-feira, diante do Paranavaí. ?E esse jogo vai ficar marcado na minha vida. Voltei e ainda fiz um gol?, disse o jogador.

E foi o primeiro gol de Luís Henrique com a camisa tricolor. ?Pelo menos o primeiro válido, pois ano passado fiz um gol legítimo contra o São Paulo que a arbitragem anulou?, comentou Luís Henrique, sem esquecer o erro do assistente José Javel Silveira e do árbitro Leonardo Gaciba da Silva. ?Espero que esse gol, que nos deu tranqüilidade no jogo, marque o início de uma nova fase para o clube?, projeta.

Ingressos pro clássico à venda na Kennedy

Os ingressos para a torcida do Paraná Clube começam a ser vendidos hoje, a partir do meio-dia, exclusivamente na sede da Kennedy. O clube não oficializou a carga que será disponibilizada, que deve girar em torno de 1.200 ingressos. Historicamente, a média de torcida visitante nesses clássicos – quer na Arena quer no Durival Britto – gira em torno de mil pagantes.

Caso a procura seja maior, o Tricolor poderá requisitar mais ingressos, desta vez cedidos em consignação. Os preços estão definidos: R$ 30 e R$ 15, sendo que apenas estudantes, idosos e menores de 12 anos têm direito ao meio-ingresso. Não haverá bilheteria para torcedores do Paraná no Joaquim Américo. A venda antecipada vai até domingo, às 12h, sempre na Kennedy.

No último clássico entre as equipes, pelo Brasileirão 2007, disputado no Joaquim Américo, o público foi superior a 25 mil pagantes. E deu Atlético: 2×1. Pelo estadual, o último jogo foi aquele das semifinais, quando o Tricolor quebrou o tabu de jamais ter vencido o rival na Arena e fez 3×1, classificando-se à decisão da competição. Nesse jogo, o público pagante foi de 15.275.