Invicto há três rodadas, o Paraná Clube projeta no jogo desta tarde, às 16h10, no Anacleto Campanella, o seu trampolim na busca por um futuro melhor. Mesmo reconhecendo que as chances são remotas, o técnico Roberto Cavalo ainda sonha com uma arrancada na reta final da Série B.

Na condição de “azarão”, o Tricolor encara o São Caetano, que mesmo não tendo jogado a toalha vive uma situação muito parecida com a do representante paranaense, apenas com três pontos de vantagem na tabela de classificação.

Na prática, o Paraná ainda precisa de pontos para se livrar matematicamente do rebaixamento. Mas, a sequência de bons resultados fez o treinador novamente alimentar o sonho de chegar ao G4.

“Há uma faísca e vamos atrás dela. A meta é nos mantermos vivos até o dia 28 de novembro, data da última rodada”, disse Roberto Cavalo, imaginando não apenas um salto de qualidade de seu time, mas também uma série de tropeços de seus adversários.

Para transformar o sonho em realidade, além de vencer todos os jogos, o Tricolor depende de uma série de combinações, envolvendo os nove clubes que estão à sua frente.

O otimismo do treinador se deve não apenas à recente vitória sobre o vice-líder Guarani. “Estamos em evolução. O time encaixou”, analisa Roberto Cavalo. Um encaixe que veio de forma no mínimo inusitada. O técnico foi buscar uma solução caseira para a “maldição da camisa 9”.

Não nas categorias de base, o mais comum em situações desesperadoras, mas num jogador que estava no clube desde o início da competição. Marcelo Toscano foi convencido a voltar às origens e retomar a função de atacante, que exerceu até ano passado, antes de ser “transformado” em ala-direito.

Meia-atacante de origem, o jogador mostrou uma boa sintonia com Davi e Rafinha, as principais referências desse “novo” Paraná. “Ele nos ajuda muito. Como tem muita vitalidade, além de preencher o setor ofensivo, ainda ajuda na marcação”, lembrou Rafinha.

Na vitória sobre o Bugre, não foi fato raro o “centroavante” estar na intermediária, dando “carrinho” nos volantes e meias adversários. “Ficou mais fácil pra gente jogar”, admitiu Davi.

A opção de Cavalo foi uma saída emergencial para o pífio desempenho de Adriano e Wellington Silva (sem contar as participações pouco animadoras de Bebeto, Wando e Alex Afonso).

O jogo de hoje será uma “prova de fogo” para o trio. Eles terão a missão de mostrar, em São Caetano do Sul, que a estratégia não foi vencedora ao acaso. “Sabemos que se vacilarmos, os questionamentos voltarão. Temos que jogar no limite contra o São Caetano, sabendo que eles vêm também para o tudo ou nada”, arrematou Marcelo Toscano, prevendo um jogo de franco-atiradores, esta tarde, no ABC paulista.