A vitória sobre o Ipatinga pôs fim a um jejum de mais de cem dias. Se o resultado frente ao lanterna da Série B trouxe alívio ao elenco, o Paraná Clube corre, agora, atrás da afirmação. Ou da reafirmação.

Afinal, o time chegou a liderar a competição, mas caiu em descrédito devido à sequência ruim na reta final do primeiro turno. Frente à Ponte Preta amanhã, às 21h, no Durival Britto, é hora de mostrar, na prática, que o Tricolor está vivo.

O Paraná não voltava de uma viagem com os três pontos desde o dia 25 de maio, quando goleou o Duque de Caxias (5×1), em Volta Redonda. Desde então, o melhor resultado havia um empate (2×2) com o São Caetano.

Neste período, o Tricolor sofreu seis derrotas, que determinaram uma queda vertiginosa na tabela de classificação. “Precisamos embalar a partir desse jogo. Com uma sequência de bons resultados, podemos encostar novamente nos primeiros colocados”, acredita o ala Murilo.

O problema é que o pelotão de frente da Segundona vem mantendo uma regularidade até surpreendente. O Paraná está nada menos do que doze pontos atrás do líder Figueirense.

Pior: Coritiba e Ponte Preta estão praticamente no mesmo passo (36 pontos, nove a mais que o Tricolor). “Acho que não adianta ficar olhando muito para a tabela. Temos que fazer a nossa parte e vencer os jogos”, disse o atacante Anderson Aquino, um dos destaques nessa nova fase do time. “Consegui me encaixar no time e os gols estão ajudando”, admitiu o jogador.

Apesar do time dar sinais de reação, o técnico Marcelo Oliveira reconhece que ainda falta muito para atingir uma condição de equilíbrio. “Valeu pela vitória, que tirou uma carga grande dos ombros dos jogadores”, arrematou.