Superar a marca dos 30 pontos é o desafio do Paraná Clube neste 1.º turno da Série B. Para atingir o objetivo, o Tricolor já não depende apenas dos pontos conquistados na Vila Capanema. Após ter sua sequência vitoriosa interrompida pelo Avaí, o time de Ricardinho terá que pontuar também fora de casa. Até o término na primeira metade da competição, a equipe em casa contra CRB e Atlético. Os jogos fora serão contra ABC, Ipatinga e ASA.

Na prática, o Paraná precisa de três vitórias para chegar aos 31 pontos e, assim, cumprir essa meta inicial. “O que nos dá confiança é que o time está equilibrado. Mesmo quando as coisas não saem como o planejado, ou a arbitragem interfere, a equipe não se perde em campo”, resumiu o técnico Ricardinho logo após o empate (1 x 1) frente ao Avaí.

O resultado impediu que o Tricolor reduzisse para apenas dois pontos a distância para o G4, já que Goiás e São Caetano também tropeçaram. “Sinceramente, não sou de ficar olhando combinações e outros resultados. Minha preocupação é com o meu time”, disse Ricardinho. “Se fizermos a nossa parte, iremos atingir o objetivo. Apesar do empate, gostei do time”, completou.

Para o treinador, um empate em casa não pode ser rotulado como um “desastre”. Até porque, o Paraná mais uma vez criou situações para vencer, em especial na reta final da partida. “Tivemos dificuldades diante da retranca do Avaí. Mas é algo que temos que analisar e criar opções para que isso não se repita”, avaliou.

Com o resultado de terça-feira, o rendimento total do Paraná caiu para 52,4%. Caso mantenha essa performance, o clube fecharia o turno exatamente com 30 pontos. Na prática, representaria a necessidade de se buscar no returno – quando faz um jogo a menos em casa -algo em torno de 34 pontos. Nos anos recentes, 64 tem sido o “número mágico” para o acesso. Mas é claro que é possível sonhar com a Série A mesmo com menos pontos. Em 2007, o Vitória subiu com 59. Por duas vezes, clubes subiram com 61 (América-RN, em 2006, e Sport, em 2011).