O Paraná Clube entra em campo hoje – às 21h, no Orlando Scarpelli – disposto a recuperar os pontos perdidos em casa e, enfim, ascender para a metade de cima da tabela de classificação.

Hoje em 13.º lugar, o time de Zetti não quer adiar mais a aproximação do G4, mesmo admitindo o grande equilíbrio dessa Série B. A partir dessa diretriz, o treinador repete a estratégia ofensiva, utilizada ao longo dos seis jogos disputados até aqui. A troca de um atacante por um meia-armador não irá resultar numa mudança de atitude, acredita o treinador paranista.

“Gosto do meu time jogando pra frente, atrás da vitória. Isso, independente do local da partida”, frisa Zetti.

O treinador nem cogitou a presença de mais um volante no time, em que pese a fragilidade defensiva apresentada em alguns momentos.

“Precisamos ocupar os espaços e os meias podem fazer isso”, comentou o técnico, que definiu apenas a saída de Wando para a entrada de Dinelson ou Elvis.

Os dois meias dividiram as atenções de Zetti ao longo dos treinos táticos da semana e a definição de quem inicia o jogo ocorrerá em função da postura do adversário.

Na teoria, com Dinelson o time seria ainda mais ofensivo. Já Elvis, na visão de Zetti, tem maior poder de marcação e ocupação dos espaços no meio-de-campo.

Por isso, no apronto de ontem pela manhã, quando fez um ensaio tático e trabalhou muitas cobranças de faltas e escanteios, Elvis foi o escolhido. Inclusive dividindo com João Paulo os lances de bola parada.

“Não fui pego de surpresa, pois estou me preparando para isso desde que voltei da lesão”, disse Elvis. O garoto pintou, no início do ano, como a solução para o baixo nível de criatividade do time. Atuou quatro vezes (apenas duas delas como titular) e se lesionou.

Uma fratura no pé que o tirou do restante do estadual e também da Copa do Brasil. Só agora, quatro meses depois, tem nova oportunidade. “Até mudei o visual, para chamar a atenção do professor”, brincou Elvis, que essa semana apareceu com o cabelo parcialmente descolorido, quase num estilo moicano.

“Se pintar a chance, não vou decepcionar”, assegura. Zetti, sempre sereno em suas avaliações, não antecipou quem inicia o jogo, já que tanto Elvis quanto Dinelson não reúnem condições ideais para 90 minutos. “Os dois vão ser utilizados. A ordem, eu defino depois. O importante é que ambos foram bem preparados ao longo da semana”, arrematou o comandante do azul, vermelho e branco.