O Paraná Clube adotará um tratamento de choque para tentar uma guinada na Série B. Reforços não param de chegar e o técnico Paulo Comelli já avisou que aqueles que estiverem registrados na CBF podem até estrear no jogo desta sexta – às 20h30, na Ressacada -, diante do Avaí. “Vamos mudar esse astral”, disse o treinador. O técnico vai tentar compensar a falta de entrosamento com muito diálogo e “serenidade”.

“Esses jogadores chegam com outra cabeça. Sem essa tensão que se abateu sobre o Paraná, diante dos maus resultados”, disse Comelli. O técnico se mostrava animado com a reação imediata da diretoria, que atendeu a seus pedidos e trouxe um “novo time” para o returno da Segundona. “Precisávamos dessa atitude. Sem uma mudança drástica, o caminho seria o rebaixamento”, ponderou o treinador, que referendou todas as contratações.

Muitos dos reforços já trabalharam com Paulo Comelli, como o goleiro Mauro – que chegaria ontem a Curitiba e hoje pode ser apresentado – e os atacantes Ricardinho e Cristiano.

Quanto aos demais, o técnico disse conhecê-los por já tê-los enfrentado ou visto em ação. “Tivemos o cuidado de colher o máximo de informações possíveis, porque não podemos errar”, explicou Comelli.

“Esses jogadores estão em plena forma, estavam jogando, e portanto já podem estrear”, disse.

O treinador, na verdade, dá início a uma corrida contra o tempo. Além do duelo com o vice-líder, nessa sexta, o Paraná terá pela frente Fortaleza e Marília, adversários diretos na luta contra a degola.

“Serão três jogos em nove dias. Então, não adianta ficar esperando para entrosar o time nos treinos. Cada conversa, cada atividade, será muito importante”, explicou.

Nessa tática de guerra, o treinador admite que injustiças podem ocorrer. “Não podemos perder tempo. Senti a necessidade de contarmos com um zagueiro mais rápido e agimos nesse sentido”, disse Comelli, justificando a saída de Ricardo Ehle e a chegada de Leandro.

“É como numa empresa. Se você não produz a contento, está fora. Terá que ser assim, até conseguirmos tirar o clube dessa área de risco”, explicou o treinador.

Na visão de Comelli, a chegada desses reforços é apenas o primeiro passo. “Cinco foram afastados. Isso não quer dizer que novas mudanças ocorrerão”, justificou.

“O trabalho, agora, é montar um time e um grupo coesos, com confiança para darmos início a uma reação. O clube é muito grande para ficar nessa situação”, arrematou o comandante tricolor. Diante dessa política e da nova diretriz da comissão técnica, o treino dessa tarde promete muitas novidades.