O polêmico jogo Paraná Clube x J. Malucelli volta à pauta na noite de hoje. Além do Tricolor, outros seis integrantes da comissão técnica e da diretoria vão a julgamento na 2.ª comissão disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná. Todos foram denunciados por ofensas ao árbitro Adriano Milczvski, logo após o empate por 2 x 2, no Ecoestádio. O advogado do clube, Itamar Côrtes, não descarta a possibilidade de um pedido de adiamento do processo.

“Estranhamos o fato do árbitro não ter sido denunciado também. Foi uma arbitragem muito contestada e, tecnicamente, o correto seria que todos fossem julgados juntos”, disse o advogado paranista.

Mesmo tendo sido excluído em três jogos seguidos, a situação mais tranquila envolve o técnico Toninho Cecílio. “O treinador apenas reclamou com o quarto árbitro o fato de que foram acrescidos somente três minutos. Não houve nenhuma ofensa ao árbitro”, ponderou Côrtes. A defesa tentará, caso o julgamento ocorra, demonstrar através de provas que os fatos não ocorreram da forma relatada pelo árbitro, em súmula. Milczvski descreve que após o jogo foi cercado por dirigentes do Paraná, ofendido e até ameaçado. Foram denunciados o presidente Rubens Bohlen, o vice Paulo César Silva, o supervisor Fernando Leite e o gerente de futebol Alex Brasil – este por ameaça e tentativa de agressão.

Leite e Brasil não estarão no plenário hoje. Mais cedo, a delegação segue para Londrina e eles viajam com o grupo. Apenas o técnico Toninho Cecílio irá ao tribunal, adiando para amanhã pela manhã a sua viagem. “É importante a presença dele, bem como do presidente e do Paulão”, disse Itamar Côrtes. Outro denunciado, e que estará no julgamento, é o médico Jonathan Zaze. Ele foi expulso e denunciado por ofensas morais, ao protestar pela não punição ao zagueiro do J. Malucelli, que acertou as travas da chuteira na barriga do atacante J.J. Morales.