O Paraná Clube segue sendo o time do “quase” nesta Série B. Após vinte jogos, o torcedor não sabe mais o que pensar e fica sempre com a última imagem. E a atual é péssima.

Afinal, após esboçar por duas vezes uma reação, o Tricolor marca passo e volta a conviver com o risco de rebaixamento. Agora, já não possui mais o porto seguro dos jogos em casa.

Com duas derrotas em seis jogos realizados no Durival Britto – sob a direção de Sérgio Soares – o clube volta a fazer contas apenas para sobreviver na Segundona.

Até aqui, mesmo com os sucessivos deslizes como visitante, o torcedor ainda alimentava alguma esperança. Reflexo de atuações convincentes nos recentes jogos disputados na Vila Capanema (goleadas sobre Bragantino e Vila Nova).

O revés diante do Bahia – 2×1, de virada – expôs feridas e mostrou que o Paraná está muito distante de ser uma equipe confiável. Os jogadores sabem que tudo poderia ser diferente. Caso aproveitasse as oportunidades, o time poderia ter construído nova goleada.

Foram pelo menos quatro chances reais de gol desperdiçadas. Duas delas pela ação precisa do goleiro adversário. Um quadro que contribuiu para o desânimo que tomou conta do elenco. Um fator a mais a ser superado já para o jogo deste sábado – às 16h10, no Moisés Lucarelli -, contra a Ponte Preta.

“Não podemos baixar a guarda neste momento. Ficou difícil, mas temos que continuar acreditando”, frisou o diretor de futebol Paulo Welter. Se não gostou do rendimento do time, aprovou pelo menos a atitude dos atletas de chamarem a responsabilidade pelos recentes fiascos.

“Eles falaram a verdade, pois fora de campo estamos nos desdobrando para oferecer a eles a melhor estrutura possível”, disse o diretor de futebol. Com salários rigorosamente em dia – apenas os direitos de imagem de julho não foram pagos, o que deve ocorrer nos próximos dias – o Paraná chegou a dobrar o “bicho” em caso de vitórias nos dois últimos jogos. Não foi suficiente.

O time sucumbiu em Fortaleza e na última terça, em casa, permitiu a virada de uma equipe tecnicamente sofrível. Diante desses tropeços, planos e projeções foram alterados. “Agora, temos que conseguir o maior número de pontos possíveis o quanto antes. E, lá na frente ver até onde podemos ir”, comentou Welter.

É notória a preocupação com a proximidade da área de rebaixamento. Após abrir uma folga aparentemente confortável, o Tricolor está outra vez a apenas um ponto da ZR. A solução é chegar, o quanto antes, aos 46 pontos.