As duas últimas atuações do Paraná Clube não agradaram ninguém. Em Arapongas, empate sem gols contra o time da casa, que até chegou a ser considerado positivo pelo grupo, já que encontrou um gramado ruim e uma forte marcação do adversário. Entretanto, a igualdade em 1×1 com o Rio Branco, em casa, fez a pressão voltar e a responsabilidade de vencer o Londrina, no Estádio do Café, no sábado, aumentar.

Sexto colocado, com 11 pontos, o Tricolor está a três do Coritiba, que lidera o Campeonato Paranaense. Entretanto, a equipe paranista tem a mesma pontuação do Operário – primeiro time que está na zona que disputaria o Torneio da Morte. Para reverter a situação, terá duas partidas fora de casa, contra Londrina e Toledo. Nas três vezes em que saiu de casa no campeonato, conquistou uma vitória, um empate, e foi derrotado pelo Coxa. Porém, o aproveitamento de 44,44% é praticamente o mesmo de quando jogou cinco vezes na Vila Capanema (46,66%).

Dos quinze pontos disputados como mandante, o Tricolor conquistou apenas sete. O restante foi perdido contra Maringá, J. Malucelli e Rio Branco. Os jogadores sabem que isso está sendo o diferencial para a situação da equipe na tabela. “Talvez o fator determinante para estar nessa situação foram os pontos perdidos dentro de casa, que ninguém esperava”, afirmou o volante Cambará, que espera reverter essa situação longe da Vila Capanema. “Temos dois jogos fora e esperamos conseguir dois resultados positivos para estar em uma colocação melhor na tabela, podendo decidir dentro de casa no mata-mata”, frisou Cambará.

Acostumado com a pressão, o goleiro Marcos é o mais experiente do elenco. Para ele, as cobranças fazem parte do futebol e é o momento em que os jogadores com mais bagagem precisam passar tranquilidade para os jovens. “Nós, como mais velhos, temos que passar pros mais jovens que tem que ter tranquilidade e trabalhar. São as vitórias que deixam um bom ambiente, o vestiário tranquilo pra poder trabalhar”, salientou.

Uma derrota em Londrina pode colocar o Paraná entre os quatro últimos colocados. Até por isso, o meio-campo Fernando Gabriel admite que o sinal de alerta está ligado. “Temos que ter personalidade e a camisa tem que pesar nesse momento. Temos que fazer mais do que podemos, fazer alguma alternativa para que possamos render um pouco mais”, pediu.