"Os 87 anos não vão salvar Alberto Dualib da cadeia. Nem de pagar com o próprio patrimônio todo o prejuízo que o Corinthians teve com a parceria com a MSI. As punições serão exemplares para o futebol brasileiro, que está infestado por criminosos. Isso não é privilégio somente do Corinthians", disse o novo secretário nacional da Justiça, Romeu Tuma Júnior, também conselheiro do Corinthians.

Ele pretende utilizar a experiência de quem foi diretor de futebol do próprio clube e criar mecanismos para acabar com a lavagem de dinheiro nos clubes.

Tuminha diz ainda que vai remexer no caso Edílson Pereira de Carvalho, personagem central do escândalo conhecido como Máfia do Apito.

"Esse cidadão manipulou resultados do futebol, mexeu com a credibilidade do maior esporte do País e ainda saiu impune. Foi um péssimo exemplo. Isso está errado. Não pode e não vai ficar assim.

O novo secretário nacional de Justiça diz que o caso Corinthians/MSI servirá como exemplo para restabelecer a credibilidade do futebol no Brasil e mandar um aviso às pessoas que pretendem usar o futebol para lavar dinheiro.

"As investigações foram fundo e quem tiver de ser punido vai ser", garante Tuminha. "Esse caso é exemplar porque mistura os ingredientes de crime organizado. É lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão fiscal. Vários clubes já tiveram indícios de alguns desses itens. O Corinthians tem de todos. E todos terão tratamento histórico.

Novo inquérito

O Ministério Público Federal poderá abrir outro inquérito contra os dirigentes do Corinthians, entre eles Alberto Dualib. Agora, para investigar o possível depósito de dinheiro fora do Brasil, na conta de jogadores da MSI. Comissões pagas a agentes também seriam apuradas.