Nesta quarta-feira (3), será completado um ano do recorde de público da Arena da Baixada. No dia 3 de outubro de 2017, 39.414 pessoas foram ao estádio e presenciaram a vitória do Paraná Clube por 1×0 sobre o Internacional, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

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O maior público do estádio do Atlético foi alcançado após um desafio da diretoria do Tricolor, com a campanha “Cale quem duvida”. Na época, atleticanos e coxas-brancas desdenharam da possibilidade e até minimizaram a situação. Só que, um ano depois, nenhum dos três clubes conseguiu sequer chegar perto deste número, colocando o futebol paranaense em uma situação vergonhosa neste quesito.

Para se ter uma ideia, o melhor público da temporada foi na final do Campeonato Paranaense, quando 23.581 pessoas foram à Arena da Baixada e viram a vitória do Atlético por 2×0 sobre o Coritiba. Mesmo assim, o número é apenas 58% daquele recorde paranista.

Melhor público na Arena em 2018 foi de 23 mil torcedores. Cadeiras vazias virou uma marca do estádio. Foto: Albari Rosa
Melhor público na Arena em 2018 foi de 23 mil torcedores. Cadeiras vazias virou uma marca do estádio. Foto: Albari Rosa

Além disso, em apenas três jogos o Rubro-Negro passou da metade da capacidade do estádio – além da final, na vitória por 2×1 sobre o São Paulo, pela Copa do Brasil, com 22.865 pagantes, e no triunfo por 3×0 sobre o Flamengo, com 20.146 pessoas.

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Tanto que o time tem apenas a 16ª melhor média de público do futebol nacional, com 10.351 torcedores por jogo, ficando atrás até do Remo, que disputou a Série C neste ano, e Fortaleza, na Série B, e de clubes que estão abaixo na tabela do Brasileirão, como Bahia, Vasco, Ceará e Botafogo. A média de ocupação da Arena é de somente 25%.

Couto vazio

Couto Pereira vazio em 2018. Festa do clube não se repete nas arquibancadas. Foto: Marcelo Andrade
Couto Pereira vazio em 2018. Festa do clube não se repete nas arquibancadas. Foto: Marcelo Andrade

Mesmo assim, o Furacão é o melhor paranaense neste ranking. O Coritiba é apenas o 25º colocado, com um número 59,2% menor que o do rival, com 6.128 pagantes por jogo e apenas 15% de ocupação do Couto Pereira. O péssimo desempenho na Série B é um reflexo disso, mas nem mesmo as finais no Campeonato Paranaense fizeram a torcida empurrar o Alviverde.

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Para se ter uma ideia, o melhor público no Alto da Glória foi no primeiro duelo da decisão do Estadual, com 13.184 pagantes. Inclusive, os três jogos com mais torcida do Alviverde foram no Paranaense. Pela segunda divisão, nenhum jogo teve dez mil pessoas no estádio.

Tricolor não repete marcas

Já o Paraná Clube, que em 2017 levou, além do recorde da Arena, mais 36.791 pagantes no empate em 1×1 com o Boa Esporte, pela Série B, e quase 18 mil na vitória por 3×2 sobre o Atlético-MG, pela Copa do Brasil, ambos no Couto Pereira, desta vez vem deixando a desejar. O Tricolor é apenas o 30º no ranking nacional, com média de 5.345 pagantes.

Como um comparativo, os números deste ano são menos da metade que do ano passado, quando a média paranista foi de 10.798 pagantes por partida, a 20ª melhor do Brasil.

Paraná Clube x Chapecoense é o pior público do Brasileirão, com 2.239 pagantes. Foto: Albari Rosa
Paraná Clube x Chapecoense é o pior público do Brasileirão, com 2.239 pagantes. Foto: Albari Rosa

A única vez que a Vila Capanema lotou foi na goleada sofrida por 4×0 para o Corinthians, com 15.714 pagantes. No restante, a ocupação do estádio só chegou a 50% uma única vez, na derrota por 1×0 para o Ceará. Tanto que dos cinco piores públicos do Campeonato Brasileiro, três são do Paraná Clube (contra América-MG, Vasco e Chapecoense, o pior da competição).

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Claro que o péssimo rendimento do Trio de Ferro no campo este ano se reflete nas arquibancadas. Apenas agora o Atlético vai mostrando reação no Brasileirão e vai se firmando na Copa Sul-Americana, o que pode melhorar estes números. Mas o que poderia ser um marco no futebol paranaense e levar os torcedores novamente aos estádios, virou apenas uma lembrança histórica, que, por ora, não mostra o mínimo sinal de que será superado tão cedo.

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