São Paulo (AE) – Após a vitória de ontem sobre a Turquia, a seleção brasileira garantiu presença em sua sétima final de copa do mundo mas, possivelmente, vai disputar a mais perigosa de todas elas. Marcada para domingo, às 8h, em Yokohama, no Japão, a primeira final do século XXI vai marcar um duelo entre dois gigantes do futebol mundial. Brasil e Alemanha, juntos, ganharam sete dos 16 mundiais já disputados e apesar da enorme tradição, as duas equipes jamais se enfrentaram antes em um Mundial.

E esse primeiro confronto pode se transformar num grande problema para o Brasil. A seleção de Felipão busca o título inédito de pentacampeão do Mundo, mas se perder, vai sentir de perto a ameaça germânica. Vencendo, os alemães também chegarão ao tetracampeonato – mas com um agravavante: o próximo mundial – em 2006 – será disputado na Alemanha e as chances de voltarem a ganhar serão enormes. Nunca a hegemonia brasileira esteve tão ameaçada.

A força das duas seleções é comprovada pelo retrospecto de cada um. A seleção brasileira disputou as finais de 50, 58, 62, 70, 94, 98 e ganhou quatro delas (58, 62, 70 e 94). Os alemães não deixam por menos. Foram à final nos anos de 54, 66, 74, 82, 86 e 90 e ganharam três vezes – em 54, em 74 e em 90.

A conquista da vaga para a final da Copa 2002 foi comemorada como uma espécie de renascimento do futebol alemão. Nas duas edições anteriores, o time teve participações nada além de discretas. Na França, o time chegou em sétimo e nos Estados Unidos foi apenas o 5.º colocado. Uma campanha muito fraca para quem vinha de um título na Copa de 90.

O Brasil vai para a final de Yokohama comemorando um recorde: estará disputando sua terceira final consecutiva de Copa do Mundo. Nos Estados Unidos, em 94, ficou com o título depois de quase meio século de espera. Quatro anos depois, o time brasileiro foi para a França desacredita, e acabou fazendo a final. Perdeu para os donos da casa, mas a partida ficou marcada mais pela convulsão de Ronaldo, que pelo primeiro título da história da França. A Copa da Coréia/Japão 2002, pode se transformar num divisor de águas e redesenhar o mapa do futebol no mundo.