Vadão começou a trabalhar
para apagar o fogo na Baixada.

O técnico Osvaldo Alvarez (o Vadão), do Atlético, chegou e já convocou os jogadores para também assumirem a responsabilidade pelo baixo rendimento que a equipe vem mostrando até no campeonato paranaense. O novo treinador quer substituir o baixo astral pela alegria a partir de agora no CT do Caju. Ele entende que o time teve uma queda natural de produção devido a ampla reformulação por qual ainda está passando, mas que também tem bola para jogar mais do que vem apresentando.

A primeira constatação de Vadão foi de que o time estava muito para baixo em Londrina, quando jogou contra a Portuguesa. “Eu senti o time um pouco abatido e até conversei com eles. Parece que carregando um peso muito grande”, analisou. Segundo o técnico, os atletas reclamaram das cobranças.

Tudo isso, de acordo com o treinador, deixou os torcedores mais exigentes. “Todas essas conquistas adoçaram a boca do torcedor, que não aceita mais que o time jogue mal, que jogue e não ganhe. É perfeitamente natural essa cobrança porque houve uma mudança radical no elenco.” No entanto, ele não vê razão para o time atuar tão mal. “Jogadores importantes e experientes saíram, mas a base é jovem, é boa e tem qualidade para jogar mais do que está jogando.”

Estréia

A primeira prova da nova era Vadão já é amanhã. O time estréia na Copa do Brasil enfrentando a Tuna Luso, em Belém, no Estádio Mangueirão. Ontem, a delegação viajou para o Pará e hoje tem programado um treinamento leve no Estádio Evandro Almeida, que pertence ao Remo. A equipe será praticamente a mesma que derrotou a Portuguesa, sábado, pelo campeonato estadual.

A principal novidade será o meia Kléberson, que volta à equipe após ter se casado há poucos dias. “Estou tranqüilo. É claro que fiquei um pouco cansado devido às viagens, mas o importante é eu me recuperar bem e poder ajudar o Atlético”, aponta. Ele entrará no lugar de William, que está com dores na região lombar e nem seguiu com a delegação para Belém. O restante da equipe formará com Diego; Ígor, Daniel e Rogério Correia; Alessandro, Cocito, Kléberson, Adriano e Frabrício Ilan e Dagoberto.

Daniel garante que faz o líbero sem problema

A mudança de comando técnico deu um novo ânimo a um jogador em especial. Trabalhado há alguns anos para assumir o posto de líbero do time principal, Daniel começa enfim a ter a sua oportunidade. Chance que lhe foi dada por Lio e mantida pelo novo treinador, Osvaldo Alvarez. Em entrevista à Tribuna, o jogador conta que prefere o sistema com três zagueiros e que está preparado para a função.

Paraná-Online

– Você tem as características para jogar de líbero?

Daniel

– Acho que sim. Não só pelas minhas características, mas pelas características que têm os nossos laterais. Tanto o Fabrício quanto o Alessandro são dois jogadores que chegam muito fácil ao fundo e fica muito bom para a equipe jogar no 3-5-2.

Paraná-Online

– O 3-5-2 é melhor para você?

Daniel

– Eu já joguei dois anos assim e tenho facilidade de jogar assim e acho que vai ser bom.

Paraná-Online

– O antigo treinador dizia que você tinha dificuldade para fazer essa função. Tem ou não tem?

Daniel

– Não, dificuldade não. É que eu fiquei um ano parado, então tive falta de ritmo, mas dificuldade não porque já joguei assim dois anos.

Paraná-Online

– O grupo ganha uma nova motivação com a vinda de Vadão?

Daniel

– É uma fase diferente, mas o culpado pelo o que estava acontecendo não foi o professor Heriberto (da Cunha, ex-treinador). A equipe não estava jogando bem e vamos procurar, agora, com o professor Vadão dar sequência aos trabalho para conquistarmos sempre as vitórias.

Kléberson viaja como “homem sério”

O Atlético só entrou em campo no sabádo, mas uma grande concentração de torcedores atleticanos lotou os bancos da Igreja Santa Terezinha, na sexta-feira à noite. Sem a presença de grande parte do elenco, concentrado em Londrina, o meia Kléberson fez tabelinha com a noiva Dayane e marcou, segundo ele, o gol mais importante da sua vida. “Estou mais nervoso do que no dia da final da Copa do Mundo”, disse o meia antes da cerimônia.

A ansiedade do jogador durou mais de uma hora. Dayane usou e abusou da tradição de se atrasar e chegou mais de uma hora atrasada para a cerimônia, o que deixou a “torcida” bastante impaciente. Casal no altar, foi a vez do Padre Chemin, atelticano confesso, entrar em ação e ditar as regras do “time dos casados”, como manda o catolicismo.

Depois dos votos de fidelidade, foi a vez do casal correr para o abraço e partir para a comemoração, no Clube Curitibano. Apesar de alguns exageros, como uma limusine branca e um staff de seguranças e policiais digno de Atletiba, a festa traduziu a felicidade de uma conquista de campeonato. Em um telão, foi projetado um filme mesclando imagens da vida real com filmes hollywoodianos, como “Uma linda mulher”, “O casamento dos meus sonhos” e “O casamento do meu melhor amigo”, todos com o final feliz, o mesmo que todos desejaram para Kléberson.

No entanto, a festa se restringiu ao final de semana. Na manhã de ontem, o meia teve que deixar Dayane em casa para voltar à rotina de treinamentos. Afinal, o Rubro-Negro entra em campo amanhã para enfrentar a Tuna Luso, na estréia na Copa do Brasil e o jogador estará em campo.