A apresentação do pôster promocional da Copa do Mundo do Brasil 2014 e o anúncio dos embaixadores do evento foi marcada pelo contraste entre o tom ufanista dos ex-jogadores escolhidos para representar o País e o constrangimento a que foi submetido o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, com perguntas sobre sua participação na candidatura brasileira para sediar o Mundial, pouco antes de ele mesmo integrar o Comitê Executivo da entidade que confirmaria o Brasil como anfitrião, em 2007.

Valcke não viu conflitos éticos entre sua função como consultor da campanha do País e o posterior cargo na Fifa. Segundo o dirigente, ele não era funcionário da organização quando aceitou o convite.

“Fez-se uma grande história em cima do nada. Eu deixei a Fifa em 2006 e fui procurado por uma empresa baseada em São Paulo e me perguntaram se eu poderia ajudar”, disse o francês, que diminuiu sua importância no processo. “Ajudei mais com a aparência do que com o conteúdo”. E ressalvou: “Pelo jeito nem fui o melhor conselheiro porque esqueci de dizer dos compromissos que precisavam ser assinados pelo governo (brasileiro).”

Depois do momento de desconforto, Valcke admitiu preocupação ao reforçar que estão se aproximando rapidamente os prazos para a entrega dos estádios e das obras de infraestrutura. E por enquanto não há qualquer garantia de que tudo será finalizado a contento para a disputa da Copa das Confederações, a partir de 15 de junho.

“Estamos confiantes de que todos os estádios serão entregues até abril. Temos um parecer (positivo) da nossa equipe técnica. Estamos voltando nosso trabalho mais para os arredores dos estádios, para que a infraestrutura também esteja pronta”, destacou o secretário, ao fazer um novo alerta. “A infraestrutura temporária é fundamental para a realização da Copa do Mundo. Um jogo de Copa é completamente diferente de qualquer outro”.