O torcedor do Palmeiras tem uma boa e outra má notícia envolvendo o meia Valdivia. O departamento jurídico do clube conseguiu fazer um acordo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para tirar o chileno da partida contra o Cruzeiro, nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, para cumprir punição imposta pelo tribunal, e assim ficar livre para enfrentar o Corinthians, sábado, no Pacaembu.

Uma pessoa ligada ao Palmeiras disse à reportagem que todos no clube tinham a convicção de que Valdivia seria punido no julgamento que aconteceria nesta quarta e, com isso, ficaria fora da partida diante do Corinthians, sábado, no Pacaembu. O chileno estava jogando com efeito suspensivo e o julgamento seria para definir se a pena de dois jogos seria mantida, anulada ou aumentada.

O acordo do Palmeiras foi aceitar a decisão do tribunal, de puni-lo em duas partidas. Valdivia já cumpriu uma, pelo cartão vermelho, e teria de ficar fora de outra. Como o julgamento seria no mesmo dia do clássico com o Cruzeiro, a punição não valeria para o jogo diante dos mineiros, mas sim para a seguinte, que é contra o Corinthians.

Na sua briga para somar pontos, o Palmeiras precisas das duas vitórias. A diretoria e o técnico Dorival Junior entenderam, no entanto, que Valdivia é mais importante no clássico, quando o Palmeiras deverá ser mais ofensivo no Pacaembu.

Além da suspensão, o clube vai pagar R$ 50 mil de multa, que será doada para instituições de caridade. Com a decisão, o nome de Valdivia já foi retirado do edital de convocação para o julgamento do Pleno.

Valdivia foi punido por ter dado um pisão no volante Amaral do Flamengo, em partida realizada dia 17 de setembro. Ciente da possibilidade de perder seu principal jogador, o técnico Dorival Júnior relacionou 24 para a partida contra o Cruzeiro.

Sem Valdivia, Dorival terá Felipe Menezes, Bruno César, Mazinho, Bernardo, Patrick Vieira e Mendieta para o setor. Além do chileno, o técnico também não poderá contar com Lúcio, machucado, e Marcelo Oliveira, que está emprestado pelo clube mineiro e, por questões contratuais, não poderá atuar.