As esperanças do Vasco estão renovadas. Depois da vitória deste sábado sobre o Cruzeiro por 2 a 1, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, o time cruzmaltino se dá o direito de ainda sonhar com a permanência na Série A do Campeonato Brasileiro, mesmo com apenas 41 pontos, na 18.ª colocação. Para isso, é preciso vencer seus dois últimos compromissos. Com um pouco de sorte, talvez mais quatro pontos bastem.

O motivo para o torcedor ter confiança é o próximo adversário – o lanterna e rebaixado Náutico, novamente no Rio de Janeiro. Se chegar aos 44 pontos, como seria lógico, o Vasco pelo menos deve chegar à última rodada com a possibilidade de continuar na primeira divisão.

Mais do que nunca, os vascaínos vão torcer para o Atlético Paranaense derrotar o rival Flamengo, nesta quarta-feira, na final da Copa do Brasil. Explica-se. Se for campeão, o time paranaense se garante na Copa Libertadores e poderia atuar mais relaxado na última rodada, quando recebe justamente o Vasco, em Joinville (SC). Se os flamenguistas erguerem a taça, provavelmente o Atlético estará jogando a vaga na competição continental em casa contra uma equipe vascaína que precisará vencer para se salvar.

Mas isso é preocupação para os próximos fins de semana. Neste domingo, pelo menos, será de alívio para os torcedores cruzmaltinos, que viram seus jogadores atuarem com a disposição e determinação exigidas. “A gente se superou, lutou, correu. Graças a Deus deu tudo certo hoje (sábado). Parabéns ao grupo, à torcida, a todos”, vibrou Edmilson, autor do segundo gol, o que significou a vitória absolutamente necessária.

O roteiro estava bem desenhado para o time da casa. Aos três minutos de jogo, Thalles acertou bonita cabeçada colocada, depois de outro toque de cabeça de Luan. Um gol que dava tranquilidade para um grupo que estava com a corda no pescoço (uma derrota praticamente selava o rebaixamento).

Quem esperava que o Cruzeiro simplesmente abrisse mão de pressionar e deixasse as rédeas da partida para os anfitriões se enganou. Os campeões brasileiros jogaram com seriedade e comprometimento, buscando o empate. Foram três boas chances para isso, mas Edmilson aproveitou um contra-ataque com uma bala de canhão disparada de sua perna direita, de média distância. A bola acertou a trave e morreu, aos 32 minutos, no gol de Rafael, que substituiu o poupado Fábio.

“Nunca entramos em campo para perder. Sempre jogamos com o objetivo da vitória. Era o jogo da vida deles. Infelizmente não tivemos a mesma motivação. Melhoramos no segundo tempo, mas não foi suficiente”, comentou o lateral-direito Ceará.

De fato, os mineiros tomaram o controle da segunda etapa. Quando Everton Ribeiro ergueu a bola na área, aos 19 minutos, e Paulão subiu para a disputa pelo alto, Alessandro hesitou e viu a redonda entrar no canto, dando contornos dramáticos ao jogo.

Nos 10 minutos finais, o Cruzeiro finalmente tirou o pé do acelerador e permitiu que o Vasco gastasse os minutos restantes e garantisse mais alguns dias de esperança para seus torcedores.

FICHA TÉCNICA

VASCO 2 x 1 CRUZEIRO

VASCO – Alessandro; Fagner (Renato Silva), Luan, Cris e Yotún; Abuda, Guiñazú, Pedro Ken e Marlone (Bernardo); Thalles (Robinho) e Edmilson. Técnico: Adilson Batista.

CRUZEIRO – Rafael; Ceará, Léo, Paulão e Egídio; Nilton (Alisson), Lucas Silva, Everton Ribeiro e Ricardo Goulart (Elber); Willian e Vinícius Araújo (Júlio Baptista). Técnico: Marcelo Oliveira.

GOLS – Thalles, aos 3, e Edmilson, aos 32 minutos do primeiro tempo; Paulão, aos 19 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Fagner, Marlone, Guiñazú e Edmílson (Vasco).

ÁRBITRO – Marcos André Gomes da Penha (ES).

RENDA – R$ 667.340,00.

PÚBLICO – 32.988 pagantes (38.654 no total).

LOCAL – Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).