Qualquer resultado que não uma vitória sobre o campeão Cruzeiro, neste sábado, no estádio do Maracanã, às 19h30, deixará o Vasco muito perto da Série B. A quatro pontos dos primeiros times fora da zona de rebaixamento, o clube cruzmaltino precisa superar a equipe celeste se quiser ter chance de entrar na última rodada do Campeonato Brasileiro fora da região de corte para a segunda divisão. Do contrário, na melhor das hipóteses, ainda dependerá de outros resultados para se salvar.

A disparidade técnica entre vascaínos é cruzeirenses é óbvia, como indicam os 38 pontos dos cariocas contra os 75 dos campeões por antecipação. No entanto, o Vasco se agarra a três fatores que podem levá-lo a se impor contra o melhor time da competição: o peso de sua camisa, a força de sua torcida e a desmobilização mineira.

Como contra o Santos, há duas semanas, são esperados mais de 50 mil vascaínos no Maracanã para empurrar o time e evitar uma segunda queda em cinco anos. Como contra o time da Baixada Santista, o clube cruzmaltino jogará a vida contra uma equipe sem motivações tão firmes. “O Cruzeiro está com a vida ganha, mas tem profissionais que vão cobrar seriedade e compromisso com o resultado”, disse o técnico Adilson Batista, cujo time não vence há três rodadas.

Além desses elementos, a equipe de Marcelo Oliveira vem com cinco desfalques. Entre eles os ex-vascaínos Fábio e Dedé. Goleiro e zagueiro lutam contra dores de fim de temporada e serão poupados. Dedé criou polêmica antes do confronto ao se confessar desconfortável em jogar contra o ex-clube, onde foi ídolo, em situação na qual poderia definir o seu rebaixamento.

“Sabemos do carinho, do respeito, do amor e da gratidão do Dedé pelo Vasco. É uma atitude louvável (não jogar). Claro que o profissionalismo é importante, mas todo ser humano tem um pouco de amador também. Quero parabenizá-lo”, comentou Adilson Batista, sem se importar com as palavras de Marcelo Oliveira, que garantem que a decisão de retirar o defensor de seleção brasileira da partida já estava tomada.

No último treinamento antes do duelo, o treinador cruzmaltino barrou o zagueiro Renato Silva e lançou o jovem Luan. No ataque, promoveu a entrada de outro garoto, Thalles.