O técnico Wagner Velloso preferiu destacar a “entrega” e a “aplicação tática” do seu time, na vitória magrinha do Tricolor. Ele não conseguia disfarçar uma moderada irritação com a postura do torcedor, que passou boa parte do 2.º tempo vaiando o time e cobrando maior ofensividade do Paraná. “Fizemos o que tinha que ser feito. Com um a menos, jogamos pelo resultado”, resumiu o treinador. “O mais importante era a conquista dos três pontos e administramos o resultado da melhor forma possível”.

O estreante Leandro concordou com tudo o que disse Velloso. “Não podíamos nos expor. É só ver o que aconteceu no jogo. Eles pressionaram, mas só chutaram de longe.” Experiente, Leandro administrou com tranquilidade a falta de ritmo (não atuava desde dezembro do ano passado).

“Só lamento meu erro naquele lance, que acabou provocando a expulsão do Rodolfo”, disse, sem fugir da responsabilidade. “Mas, fico feliz de ver que esse grupo é guerreiro e vai ser assim nesses seis jogos que temos pela frente.”

Muito desse estilo “brigador” se deve à presença de Agenor à frente da zaga. Sem desistir de uma jogada e não dando mole aos meias adversários, ele é peça-chave nesse time. Não admite moleza e cobra à exaustão seus companheiros.

“Não dá pra aceitar que o jogador entre sem espírito de competição”, disparou, numa crítica direta a Peterson, que não conseguiu fazer uma jogada nos mais de trinta minutos em que esteve em campo. Velloso preferiu amenizar e creditou o deslize à falta de maturidade. “Visivelmente ele sentiu a pressão. Mas vai superar esse momento”, arrematou o técnico do azul, vermelho e branco.