O duelo de hoje, entre São Caetano e Atlético, é visto por alguns integrantes do elenco e da comissão técnica como a possibilidade de mudar de status. A vitória significa abrir portas. Quem puxa a fila dos interessados é o técnico Ricardo Drubscky. Desde que consiga levar o time de volta à Série A, ele espera consolidar-se como treinador e obter aval para seguir no Rubro-Negro ou receber propostas de outras equipes importantes. “Todos os profissionais vão crescer com isso, e eu vou ter uma ascensão que eu estou buscando há anos”, admite Drubscky, sem cerimônias.

Foi justamente no jogo contra o São Caetano, no primeiro turno, que a história do atual técnico atleticano começou a mudar. A derrota por 1 x 0, em Paranaguá, deu fim a era Jorginho. Ricardo Drubscky ganhou nova chance, assumiu como interino e não deu espaço para que fosse novamente deposto do cargo. Chegou a ser criticado por algumas vezes, mas a sequência de jogos sem perder deu garantias que o mantiveram na função.

Além do técnico, alguns jogadores também enxergam a partida de hoje como uma credencial para futuros bons contratos, mesmo que longe do CT do Caju. Até por que, como o projeto da diretoria é ter um time de ponta em 2013, caso obtenha o acesso, isso coloca em xeque a permanência de alguns jogadores. É o caso de Paulo Baier. Decisivo em muitos jogos, o meio-campo de 38 anos quer seguir no clube. Tem contrato até dezembro, mas a decisão está nas mãos do presidente Mário Celso Petraglia. Em situação semelhante está o atacante Marcelo, que vem superando as desconfianças e assumiu a artilharia do time na Série B, com 13 gols.