A corrida foi ruim. Tão ruim que quando terminou ninguém sabia qual seria o resultado final. Exceto pelos dois primeiros colocados, o GP da Europa, em Valência, teve suspense até que sua classificação fosse divulgada pelos comissários esportivos da FIA. Tudo porque nada menos do que dez pilotos estavam “sob investigação” quando Sebastian Vettel, líder de ponta a ponta, recebeu a bandeira quadriculada.

O alemão da Red Bull não estava entre os dez investigados. Nem o segundo colocado, Lewis Hamilton, da McLaren.

Este já tinha sido punido. Quando aconteceu o acidente horrendo entre Mark Webber e Heikki Kovalainen na nona volta – o carro do australiano decolou, caiu de cabeça para baixo e bateu na barreira de pneus, mas ninguém se machucou -, Hamilton ultrapassou o safety-car na saída dos boxes.

Alonso e Massa deram azar. Tiveram de fazer uma volta inteira atrás do safety-car, enquanto que os pilotos que estavam atrás deles conseguiram entrar nos boxes na hora.

Resultado: a dupla ferrarista despencou para as últimas posições após a troca de pneus. Todos já haviam feito o mesmo.

“Quando o safety-car entrou, eu estava a um metro de Lewis. Ele terminou em segundo, eu em nono”, reclamou o espanhol. “A punição dele não serviu para nada, quem acabou punido fomos nós, que respeitamos as regras. A corrida foi manipulada, e isso é uma pena para os fãs que nos assistem na TV e no autódromo”.