Foto: Valquir Aureliano

Nesse período, a média de público foi de pouco mais de sete mil torcedores, número abaixo do esperado pelos dirigentes.

O Paraná Clube completa no próximo dia 20 um ano de volta a sua casa. O projeto ?Vila, tá na hora!? conseguiu dar a sustentação financeira para a realização da obra, que ampliou e modernizou o antigo Durival Britto. Para comemorar a data,a diretoria reunirá a ?família tricolor? em um almoço, no próximo dia 29, na área interna da Curva Norte, o setor mais popular do estádio.

Na prática, o clube ainda não conseguiu transformar o Durival Britto no seu alçapão. Tampouco vem conseguindo manter uma média de público próxima do ideal, com um estádio com capacidade para pouco mais de 17 mil torcedores. No ano passado, a Vila foi aliada do clube na conquista da inédita vaga na Libertadores, mas na atual temporada os principais tropeços ocorreram dentro de casa.

Os números comprovam isso: No Brasileirão-06, o Tricolor venceu cinco dos sete jogos que disputou em sua ?nova? casa. Nesse retrospecto, partidas decisivas para a confirmação da 5.ª colocação (a melhor de sua história em um nacional). Sofreu apenas um revés, num jogo atípico, onde o Paraná foi surpreendido pelos reservas do Flamengo. Essa eficiência não se repete na atual temporada.

No Paranaense, mesmo tendo vencido a maioria dos jogos em casa, o Paraná ficou marcado pela perda do título para o modesto Paranavaí, num jogo sem gols. Uma situação que acabou sendo potencializada por deslizes também na Libertadores, nos jogos contra Flamengo e Libertad. No final, em sua estréia na competição continental, um desempenho considerado razoável, com a equipe chegando às oitavas-de-final do torneio.

No atual Brasileiro, porém, as derrotas marcantes ocorreram dentro da Vila. Dos cinco tropeços em casa, quatro foram diante de concorrentes diretos pela permanência na Série A. Contra América-RN, Figueirense, Atlético-MG e Náutico, o Paraná não conseguiu impor seu estilo de jogo, muito mais focado nos contragolpes. Uma característica que Lori Sandri vem tentando modificar, visando a evolução da equipe na reta final da competição.

Aliando a esse ajuste tático,o clube espera contar também com um maior apoio de seu torcedor. Não apenas no grito, mas também na freqüência nas bilheterias. Até aqui, desde a volta ao lar, o Paraná tem uma média de 7.111 torcedores por jogo. Mesmo considerando-se seis jogos do estadual, onde o público foi inferior a 2 mil pagantes (quando o time atuou com sua formação B), a média está aquém daquilo que imaginavam os dirigentes quando fizeram a opção pela reativação do Durival Britto.

Time tem outra pedreira

O técnico Lori Paulo Sandri começa a trabalhar hoje o time para mais um jogo decisivo neste Brasileiro. No domingo – às 16h – o Paraná Clube enfrenta o Sport e uma vitória em Recife representaria um salto de qualidade no desempenho do clube, que não consegue duas vitórias seguidas desde o final de julho. Na transição de Pintado para Kleina, no comando técnico da equipe, o Tricolor venceu Flamengo e Palmeiras.

Depois do bom desempenho frente ao Corinthians, o Paraná segue para o Nordeste animado com a possibilidade de resgatar o bom momento que já viveu na competição. ?Dá pra buscar uma vaga em competição internacional?, diz o ala Paulo Rodrigues, de olho na Sul-Americana. Por isso – e, principalmente, para se afastar nas últimas colocações – o jogo na Ilha do Retiro é chave.

É certo que Lori não vai mexer na estrutura tática da equipe. No 1×0 frente ao Corinthians, pela primeira vez o time não foi vazado. Curiosamente, o equilíbrio veio numa jornada onde o treinador não contava com jogadores como Nem, Luís Henrique e Neguete, todos lesionados.