Márcio Villela assumiu oficialmente a cadeira de vice-presidente de futebol. Ressaltou a importância do Paraná Clube trabalhar com um planejamento orçamentário muito bem definido.

Não prometeu contratações de expressão, mas a montagem de um grupo guerreiro, comprometido com a instituição. Este será o grande desafio de Villela à frente deste setor, com metas bem definidas para 2009. “Vamos buscar primeiro o título estadual e depois tentar fechar o ano de volta à primeira divisão.”

Para superar obstáculos, a palavra mais citada por Villela foi “planejamento”. Um quesito básico no qual o Tricolor deixou a desejar no ano que está findando. Sobre os cortes no orçamento, foi taxativo.

“Trabalharemos com um teto, mas isso não significa que não teremos um time forte. Na prática, a meta é minimizar erros para evitar desperdício”, destacou. Seria um caminho oposto ao percorrido pelo Paraná em 2008, onde utilizou nada menos do que 72 atletas. “Por necessidade, remontamos o time duas vezes. Isso não pode se repetir.”

O vice de futebol que ao lado de Waldomiro Gayer Neto foi o idealizador da volta do Tricolor ao Durival Britto, com a campanha “Vila, tá na hora!”, promete a montagem de um grupo-base já para os primeiros dias de janeiro.

“Vamos ter, até o dia 2, uma espinha dorsal pronta. E a idéia é trazer atletas para o ano todo, não apenas para o Estadual.” Nesse ponto, a participação do técnico Paulo Comelli será decisiva. Villela ressaltou que os nomes indicados pela comissão técnica (e por eventuais parceiros do clube) serão analisados pela diretoria antes da efetivação da contratação.

“Contamos com o amplo conhecimento do Comelli. Por isso, fizemos um esforço para mantê-lo”, comentou. “Mas vamos trabalhar com um diálogo aberto, procurando sempre trazer as peças certas, dentro da nossa realidade financeira.”

O Paraná pretende trabalhar em 2009 com uma folha mensal em torno de R$ 250 mil (apenas para os atletas). “Se levarmos em conta os encargos e as despesas com demais funcionários do departamento de futebol, esse valor praticamente duplica”, explicou Márcio Villela.

Nesse processo de reformulação do grupo, o vice de futebol pretende também uma potencialização da utilização dos valores revelados pelo clube. “Investimos muito na nossa base ao longo dos últimos meses. Vamos utilizar juniores no time principal, sim”, explicou.

A idéia é armar um grupo com no máximo trinta jogadores, sendo de seis a oito deles formados na base do clube. “Vamos apresentar o nosso CT, o Ninho da Gralha, no próximo dia 19. A partir de fevereiro, ele abrigará todas as nossas categorias de formação de atletas”, lembrou o dirigente.