Botafogo e Palmeiras começaram a trabalhar firmemente para virar a mesa do Campeonato Brasileiro e permanecer na Primeira Divisão em 2003. Eles vão mover ação popular, por meio de um grande escritório de advocacia do Rio, solicitando “direito de isonomia” o que, em termos mais simples, significa ter o mesmo direito de Bahia e Fluminense, que foram convidados para participar do grupo de elite do futebol brasileiro em 2000.

Quem confirmou isso foi o atual presidente do Botafogo, Mauro Ney Palmeiro, em entrevista ontem à Rádio Bandeirantes. Ele manteve contato com o presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi. Os dois estão afinando o discurso para promover a virada de mesa e contam com a colaboração de assessores diretos do presidente eleito do Botafogo, Bebeto de Freitas.

Bebeto quer o advogado Francisco Antunes Maciel Müssnich, um dos mais conhecidos do Rio, como diretor-jurídico do clube. Müssnich ainda não deu a resposta ao futuro presidente do Botafogo, porém, deixou claro que vai ajudá-lo. Embora negando que esteja envolvido na ação popular relatada por Palmeiro, o advogado, torcedor do Botafogo, foi enfático ao dizer que seu clube não deve se preocupar com o assunto. “Nem por um decreto o Botafogo vai deixar de disputar a Primeira Divisão em 2003.”

A iniciativa dos dois grandes clubes pode, no entanto, não ter respaldo na esfera esportiva. O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter, garantiu que ao final da ação na Justiça Comum, se Botafogo e Palmeiras aceitarem um suposto resultado favorável, o STJD suspende os clubes e impede a realização do Campeonato Brasileiro. “Se é isso que querem, é isso o que vai acontecer.”