A Portuguesa dominou a maior parte do jogo, perdeu muitas chances de gol, mas acabou sofrendo a virada no final. Melhor para o Vitória, que fez 2 a 1, neste domingo, em Salvador, e chegou à sexta posição no Campeonato Brasileiro, com 18 pontos. Já o time paulista segue em penúltimo, com oito.

O primeiro tempo foi todo da Portuguesa. Com mais jogadores no meio de campo, mais vontade na partida e uma avenida pelo lado direito do ataque, a equipe pressionava e se aproveitava dos muitos erros de passe da defesa do Vitória para criar uma série de boas chances de gol. Algumas, incrivelmente perdidas.

Aos 20, por exemplo, Souza recebeu sozinho, quase na linha da pequena área, e chutou cruzado, mas não o suficiente para tirar do alcance do goleiro Wilson, que espalmou para a linha de fundo. Aos 33, foi a vez de o meia Cañete perder, cara a cara com o goleiro. Desta vez, o jogador tirou do alcance de Wilson, mas a bola tocou a trave antes de sair.

Ao todo, foram seis chances reais da Portuguesa para abrir o placar, três delas com o atacante Gilberto, que se movimentava bem, mas não conseguia acertar o alvo. Já o Vitória não se achava em campo. A ponto de a torcida começar a vaiar a equipe antes dos 25 minutos.

Aos 46 minutos, faltou energia em duas das quatro torres de iluminação do Barradão. O juiz Márcio Chagas da Silva, que havia previsto dois minutos de acréscimo, aproveitou para terminar o primeiro tempo. Deu para sentir certo alívio da torcida. “Foi um desastre”, concordou o técnico Caio Júnior, no intervalo. “Não conseguimos impor o jogo. Não demos um chute a gol.”

O Vitória voltou para o segundo tempo com outra postura, avançando as linhas de marcação e tentando manter mais a posse de bola. Como resultado, em 15 minutos, conseguiu duas finalizações com certo perigo – mais que em toda a primeira etapa.

A Portuguesa, porém, continuava jogando bem. E tanto insistiu que conseguiu abrir o placar, aos 18 minutos. O gol foi sofrido: em uma jogada nascida de um recuo errado do zagueiro Victor Ramos, Gilberto invadiu a área, mas foi bloqueado por Gabriel Paulista. O atacante, porém, aproveitou a sobra e cruzou para Moisés, que exigiu mais uma grande defesa de Wilson. No rebote, Cañete só empurrou para o gol vazio.

A reação do Vitória não demorou. Aos 26, Maxi Biancucchi fez jogada pela ponta direita e cruzou. A bola atravessou toda a área e encontrou o lateral-esquerdo Danilo Tarracha, que ajeitou e bateu com força, no alto, sem chance para Lauro.

O gol animou o time baiano. Aos 36 minutos, Escudero teve a chance de virar o placar. Aproveitando rebote de Lauro, que bloqueou uma cabeçada de Dinei, o meia chutou por cima do gol vazio.

Aos 40, porém, veio o castigo para a Portuguesa. O zagueiro Fabrício cobrou falta na intermediária esquerda, a bola bateu na barreira e enganou o goleiro da Portuguesa. “Tivemos quatro ou cinco chances e não matamos o jogo”, lamentou o zagueiro Valdomiro, da Portuguesa, ao fim da partida. “O futebol pune.”

Na próxima rodada, a Portuguesa vai a Brasília, enfrentar o Flamengo no Estádio Mané Garrincha, na quarta-feira, mesmo dia em que o Vitória recebe o Fluminense, mais uma vez no Barradão.

FICHA TÉCNICA:

VITÓRIA 2 X 1 PORTUGUESA

VITÓRIA – Wilson; Daniel Borges (Leilson), Gabriel Paulista, Victor Ramos e Danilo Tarracha; Michel, Magal (Fabrício), Renato Cajá (Camacho) e Escudero; Maxi Biancucchi e Dinei. Técnico: Caio Júnior.

PORTUGUESA – Lauro; Luis Ricardo, Moisés Moura, Valdomiro e Rogério; Ferdinando, Bruno Henrique (Corrêa), Moisés (Matheus), Souza e Cañete; Gilberto (Michel). Técnico: Guto Ferreira.

GOLS – Cañete, aos 18, Danilo Tarracha, aos 26, e Fabrício, aos 40 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Márcio Chagas da Silva (RS).

CARTÕES AMARELOS – Daniel Borges (Vitória); Ferdinando e Corrêa (Portuguesa).

RENDA – R$ 96.165.

PÚBLICO – 7.697 pagantes.

LOCAL – Estádio Manoel Barradas (Barradão), em Salvador (BA).