A Federação Mexicana de Futebol notificou Victor Manuel Vucetich da sua demissão do comando da seleção nacional, que disputará uma repescagem no próximo mês valendo uma vaga na Copa do Mundo de 2014, revelou o próprio treinador, em entrevista à imprensa dos Estados Unidos.

Vucetich disse que o próprio diretor das seleções nacionais do México, Hector Gonzalez Iñarritu, o comunicou da sua demissão. “As decisões foram tomadas, para mim não são as corretas, e termina assim: dois jogos, 50% de aproveitamento e passagem para a próxima fase, eram os objetivos”, disse, em entrevista à ESPN dos Estados Unidos, defendendo a sua gestão iniciada apenas no dia 12 de setembro.

A demissão de Vucetich não foi oficializada pela federação, que convocou uma entrevista coletiva para esta sexta-feira. A expectativa da imprensa do México é para que Miguel Herrera seja apresentado como novo técnico da seleção, com a responsabilidade de comandar a equipe na repescagem contra a Nova Zelândia.

Vucetich tinha substituído o interino Luis Fernando Tena, que por sua vez havia sucedido José Manuel de la Torre, demitido após a derrota para Honduras em 7 de setembro no Estádio Azteca, pelas Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo de 2014.

Fora da seleção do México, Vucetich reclamou e disse ter sido desrespeitado. Ele dirigiu a equipe apenas duas vezes, em uma vitória sobre o Panamá e uma derrota para a Costa Rica. “Eu me sinto chateado, não se pode avaliar um técnico em dois jogos. Isto é impossível”, afirmou.

A queda de Vucetich é apenas mais um incidente em um péssimo momento da seleção do México. Neste ano, a equipe foi eliminada na fase de grupos da Copa das Confederações, caiu nas semifinais da Copa Ouro da Concacaf e terminou apenas em quarto lugar, com 11 pontos somados em dez jogos, no hexagonal final das Eliminatórias da Concacaf.

Assim, a equipe vai disputar uma vaga na Copa do Mundo em uma repescagem diante da Nova Zelândia. O México ficou fora da Copa do Mundo pela última vez em 1990, em razão de uma punição imposta pela Fifa, que a excluiu das Eliminatórias por uso de jogadores com idade adulterada nas seleções de base.