Mesmo admitindo que há detalhes a serem corrigidos no setor ofensivo, Dado Cavalcanti prefere destacar a eficácia do sistema defensivo do Paraná Clube. Com apenas três gols sofridos em seis jogos, está ao lado do Palmeiras na condição de melhor defesa da competição. “Procuramos montar o time de trás para frente. Foi uma decisão necessária, diante do pouco tempo de preparação”, explicou o treinador.

Contratado após a eliminação do Mogi Mirim no Campeonato Paulista, Dado chegou a Curitiba no início de maio e teve pouco mais de duas semanas para trabalhar um novo grupo, que contou com nada menos do que treze contratações, além da reestruturação da própria comissão técnica. Em relação ao time-base do Campeonato Paranaense, foram, de cara, seis mudanças. “O mais importante é que essa transição não foi traumática. Tenho que parabenizar o grupo, que assimilou rapidamente a filosofia de trabalho”, lembrou.

Na prática, apenas o goleiro Luís Carlos, o zagueiro Anderson, os meias Ricardo Conceição e Lúcio Flávio e o atacante J.J. Morales foram mantidos, em relação ao time que mais vezes atuou no primeiro quadrimestre. Isso, levando-se em conta que Morales acabou sendo utilizado com maior frequência devido às lesões de Reinaldo, fato que se repetiu na reta final de preparação para o Brasileiro. Durante toda a fase de preparação, Reinaldo trabalhou entre os titulares, chegou a viajar para João Pessoa, mas não entrou em campo devido a uma contratura muscular.

Mesmo com todas as mudanças, o Paraná foi – na maioria dos jogos – “intenso” como deseja Dado Cavalcanti. Sempre procurando encurtar espaços, mantendo linhas de marcação bem definidas.