Arthur Zanetti desembarcou na manhã desta terça-feira no Brasil após a conquista da medalha de ouro no Mundial de Ginástica Artística realizado em Antuérpia, na Bélgica – a final das argolas foi disputada no sábado. Primeiro atleta brasileiro da ginástica a conquistar o título olímpico e mundial, Zanetti sabe que não terá muito tempo para comemorar. “Hoje vou descansar um pouquinho, mas só hoje. Amanhã já estou no ginásio.” Isso porque, no início de novembro, ele já tem uma competição na Suíça.

Zanetti foi recepcionado no Aeroporto de Guarulhos pelos pais, Archimedes e Roseane, pelos tios Sérgio e Ju, pela avó materna Neide e pela namorada, Juliana. Feliz com o retorno, o atleta lembra que, pela primeira vez, sentiu o peso de ser campeão olímpico. E foi em plena competição. “Eu não estava sentindo isso nos treinos, mas quando você entra na área de competição, vê que tudo muda, que os olhares são diferentes. Mas eu consegui me controlar e fiz a minha parte.” A tia Ju fez uma confidência. “Ficamos sabendo que ele não dormiu na noite antes da final.”

O calendário do ginasta se estende até dezembro, mas Zanetti disputará apenas competições como convidado. “Agora é só para curtir”, afirmou o atleta de 23 anos, que ainda representará sua cidade, São Caetano do Sul, nos Jogos Abertos do Interior. Ele tinha colocado como objetivo, nesta temporada, ser bicampeão da Universíada (Olimpíada Universitária) e ganhar o ouro no Mundial. Os objetivos de 2013, portanto, estão totalmente alcançados.

Em 2014, haverá outro Mundial de Ginástica, na China, que será importante na caminhada brasileira para a classificação da equipe masculina, algo inédito, aos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Zanetti terá a missão de ajudar o time a ficar entre os 24 melhores e continuar brigando pela vaga no ano seguinte. Além disso, defenderá seu título. Mas o seu próximo sonho a ser realizado está em 2015.

“Quero ser ouro nas argolas dos Jogos Pan-Americanos (em Toronto). Conseguindo essa medalha, minha carreira estará completa”, garante o atleta, que ficou com a prata no Pan de Guadalajara, em 2011, quando tinha acabado de ser vice-campeão mundial no Japão.