Principal nome do Brasil na ginástica artística na atualidade, Arthur Zanetti foi um dos componentes do time que conquistou nesta terça-feira um resultado histórico no Mundial de Nanning, na China, ao assegurar a sexta colocação na disputa por equipes. Para ele, o resultado fará com que a ginástica brasileira passe a ser ainda mais respeitada.

“O Brasil conquistou o respeito do mundo duas vezes. Primeiro, por conseguir a classificação para a disputa de medalhas e, depois, por conquistar esse resultado maravilhoso. Mostramos ao mundo que é preciso abrir o olho porque o Brasil está aqui”, disse Zanetti.

Na sua avaliação, a disputa também funcionou como preparação para os companheiros que vão disputar finais individuais em Nanning nos próximos. “E essa final ainda serviu de treino para as próximas, no individual geral (Sérgio Sasaki e Arthur Nory) e por aparelhos (Sérgio Sasaki, no salto, e Diego Hypólito, no solo)”, afirmou.

O próprio Zanetti vai participar de uma final, a das argolas, marcada para o próximo sábado, a partir das 4h20 (horário de Brasília). Na disputa por equipes, o campeão olímpico e mundial do aparelho conseguiu a terceira melhor nota, 15,633 pontos, atrás do chinês Yang Liu (15,900) e do russo Denis Abliazin (15,800). O brasileiro avaliou que poderia ter conquistado um resultado melhor.

“Achei que os juízes foram muito rigorosos. Depois da classificatória, pegamos os detalhes que podiam ser melhorados e consertamos. Minha série foi boa, cravei a saída e pensava que minha nota seria próxima de 16.000, mas foi 15.633. Mas faz parte. É uma competição e tenho de seguir agora para fazer uma boa apresentação na final”, disse.