Vencedor como atleta, Zetti ainda não conheceu o sabor de levantar troféus como treinador. Na terceira decisão do outro lado da prancheta, o comandante paranista acumulou ontem o terceiro vice-campeonato.

Em 2004, quando o Fortaleza obteve o acesso à elite ao ficar em segundo lugar no quadrangular final da Série B do Brasileirão, Zetti comemorou com justiça. Mas a derrota de ontem soma-se à da decisão paulista de 2004, quando o Paulista de Jundiaí foi superado pelo São Caetano.

O técnico mostrou desconforto ao ser questionado pela ausência de títulos como técnico. ?Não sei a razão desta pergunta. Chegar a uma final é muito difícil, e em quatro anos como profissional disputei três, inclusive subindo um time para a 1.ª divisão?, contestou o técnico, que como goleiro ganhou o bi mundial de clubes com o São Paulo e o tetra mundial como reserva da seleção brasileira de 1994, entre outros títulos.

Motivos

Sobre a partida de ontem, Zetti preferiu dar os méritos ao adversário. ?Não foi erro nosso. Tivemos muitos acertos. Mas o Paranavaí marcou muito bem, mesmo com certa violência, e soube segurar a pressão do nosso ataque?, falou, salientando as 14 finalizações paranistas contra a meta oposta, de acordo com a própria estatística.

Outro fator que pesou na derrota, segundo o técnico, foi o desgaste sofrido no jogo contra o Libertad. ?Enquanto isso, nosso adversário teve uma semana para se preparar. Não é desculpa, mas certamente influiu. No segundo tempo não tivemos as condições ideais para marcar o gol?, disse Zetti, que lembrou também a invencibilidade do ACP diante dos grandes.