Joinville, município da região norte de Santa Catarina, já é sinônimo de dança. Bailarinos, professores, coreógrafos e companhias de todo o País – até do exterior – participam do maior festival de dança do mundo, registrado no Guiness Book. Hoje começa mais uma edição, a 28ª edição do Festival de Dança de Joinville. Até o dia 31 deste mês, serão apresentadas mais de 240 horas de espetáculos de diferentes gêneros, entre eles o balé clássico, dança de rua, dança contemporânea, jazz e sapateado. Danças populares também estão na programação do evento.

Segundo a organização do festival, mais de 6 mil bailarinos vão se apresentar nos 10 dias de evento neste ano. Eles fazem parte de 265 grupos de dança, vindos de 21 estados brasileiros, Distrito Federal, Paraguai e Argentina. O público poderá acompanhar 618 coreografias. Destas, 133 fazem parte da Mostra Competitiva. Os números do Festival de Dança de Joinville são ainda mais impressionantes. Até o ano passado, três milhões de pessoas assistiram aos espetáculos apresentados dentro do evento, promovidos por 4,3 mil grupos de dança.

A abertura do 28º Festival de Dança de Joinville vai receber o musical Pernas pro ar, da bailarina e atriz Cláudia Raia. A apresentação acontece hoje à noite, às 20h, no Centreventos Cau Hansen. Outro ponto alto será a Noite de Gala, com a execução do balé Giselle. No palco estarão 80 bailarinos da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil, com sede em Joinville. Eles vão dançar ao lado de Marianna Ryzhkina e Andrei Uvarov, os dois primeiros bailarinos do Teatro Bolshoi de Moscou, na Rússia. A apresentação, programada para a próxima segunda-feira, marca os 10 anos na escola no Brasil. Esta é a única unidade do Bolshoi fora da Rússia.

“A cada ano é um festival diferente. São diferentes companhias, mudam as noites especiais. Isto é o que torna o festival tão interessante. Os grupos se esmeram cada vez mais, investindo nas coreografias, nos figurinos, nos cenários”, afirma Karim Coletti, coordenadora operacional do Instituto Festival de Dança, responsável pela realização do evento. O festival termina com a Noite dos Campeões, quando serão revelados os ganhadores dos prêmios de melhor grupo, coreógrafo revelação, melhor bailarina, melhor bailarino e bailarino revelação.

Levar uma coreografia para Joinville não é fácil. Além de passar pela seleção concorrida (neste ano, um em cada quatro grupos foi selecionado), é preciso aliar os ensaios com a preparação de toda estrutura para participar do festival. As companhias também pensam em transporte, acomodação, alimentação. Os dias que antecedem a viagem são tensos, por deixar tudo pronto e pelo nervosismo de estar próximo de entrar no palco.

Imagina então para quem tem dez coreografias diferentes no evento. Este é o caso da Companhia Eliane Fetzer, de Curitiba. “São 33 bailarinos que vão estar em Joinville. Tem que deixar tudo certo para que dancem bem”, explica a própria Eliane Fetzer, que participa do festival desde 1997.

Cinco coreografias do grupo dela serão apresentadas na Mostra Competitiva, sendo três em Dança Contemporânea (solo feminino, solo masculino e conjunto) e duas em Jazz (conjunto feminino e solo feminino). Os outros cinco espetáculos serão mostrados nos palcos abertos, situados em diferentes pontos da cidade. “Foi uma surpresa ter dez coreografias selecionadas. Eu não esperava tanto trabalho. Enviamos 15 coreografias para a seleção”, comenta Fetzer.

O processo de criação das coreografias e ensaios começam um ano antes do festival. Ou seja, assim que volta de Joi,nville ela já pensa para a próxima edição. E desta vez não será diferente.

Mais sobre o Festival de Dança de Joinville no site www.festivaldedanca.com.br.

Alceu Bett/ Divulgação

Até 31 de julho, serão apresentadas mais de 240 horas de espetáculos de diferentes gêneros, entre eles o balé clássico e dança de rua.