Freddy Kruger versus Jason – você é capaz de jurar que Alien vs. Predador, que estréia hoje nos cinemas brasileiros, é um subproduto da recente fantasia de terror que opôs os monstruosos vilões das séries A Hora do Pesadelo e Halloween. Hollywood descobriu um filão. Os embates desses seres monstruosos que habitam o imaginário, principalmente dos adolescentes, pode ser (muito) rentável. E são filmes que não têm nenhum compromisso com arte, veracidade, dê o nome que quiser. São curtições descartáveis, que a garotada vê para esbaldar o Id no escurinho do cinema. Você começa a esquecer Alien vs. Predador antes mesmo que o filme de Paul Anderson termine. Bem -talvez tenha de lembrar-se porque há aquilo que se chama de twist final, uma porta aberta para Alien vs. Predador 2.

Quando deu uma entrevista sobre o filme A Vila, a atriz Sigourney Weaver ainda não havia visto Alien vs. Predador. Achava até que não veria. “É muito idiota e a prova de que executivos de estúdios não têm o menor respeito pela criação. A série Alien é muito mais complexa do que simplesmente uma sucessão de sustos para provocar frissom no público, mas eles não entendem isso.” O cartaz promete – qualquer que seja o resultado desse embate, nós, a humanidade, perdemos.

Logo no começo de Alien vs. Predador, um inesperado aquecimento da calota na região do Ártico leva milionário a patrocinar expedição. Esse homem entediado, que está morrendo, quer deixar seu nome na História. Forma um grupo heterogêneo para investigar o que ocorre. Como na série Alien, há uma mulher à frente da equipe de profissionais. Chegam a uma pirâmide subterrânea construída sobre elementos de três civilizações e descobrem-se no meio de uma batalha – entre aliens e predadores. O título é enganoso. Não há um Alien, um Predador. Há montes dessas criaturas que são máquinas de matar.