Ocupados em trabalhos de diversas trilhas sonoras para o cinema nos últimos anos – a mais notória acabou sendo a de Tudo pela Vitória (Friday Night Lights), de 2004, mas houve outras, em filmes recentes de David Gordon Green -, o Explosions in the Sky encontrou tempo nos últimos meses para trabalhar nos detalhes finais do seu próximo disco, que deve sair no início de 2016, segundo o guitarrista Runaf Mayani.

“Queremos mostrar que nos estabelecemos na música, e não apenas em um estilo específico”, conta Mayani, de Detroit. Ele disse que ainda não foram definidos o título do álbum e os nomes das canções, que acabam tendo um papel bastante relevante dado que as músicas da banda não possuem letras.

Sobre a possibilidade de incorporar elementos da música eletrônica no som da banda, ele é enfático. “Teremos alguns novos sons eletrônicos, mas não somos uma banda de eletrônica, somos uma banda de rock. Com os altos e baixos, guitarras e bateria, mas definitivamente estamos evoluindo para apresentar o que falamos por intermédio da música, com mais instrumentos, sons.”

“O mundo está evoluindo ao nosso redor e a capacidade de se adaptar a esses novos jeitos de tocar é o que aparece nesse disco novo”, completa.

O álbum mais recente da banda é Take Care, Take Care, Take Care, de 2011. Os outros que foram lançados desde essa época são resultado das trilhas sonoras, às vezes feitas em parceria com outros músicos.

“A trilha sonora é muitas vezes mais fácil, porque é a visão de um diretor, ele diz como as músicas vão soar, cada instrumento que quer ouvir, as melodias”, compara. “No nosso álbum, nós somos os diretores. Nossas visões são tão específicas e somos quatro partes iguais, então temos que achar uma harmonia entre nós, e apresentar uma música de um jeito que não feito ainda. Queremos continuar além, e isso se torna um pouco mais difícil.”

Há 15 anos na estrada com a banda e agora com uma base de influência e de fãs já estabelecida, Rayani admite que uma vida passou desde o início do Explosions in the Sky – em 2000, quando a banda lançou o primeiro álbum, How Strange, Innocence, a média de idade dos quatro integrantes (além dele, Chris Hrasky, Michael James e Mark Smith) era de 19 anos. “Agora, tocar é muito mais significativo, mais focado. Quando começamos, não havia muitas fronteiras, apenas escrevíamos o que sentíamos e, com sorte, tivemos uma resposta positiva. Agora sabemos, ainda melhor, o que queremos tocar, e como queremos soar, e assim prosseguir.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.