A cantora Vanusa, um dos símbolos da Jovem Guarda, morreu neste domingo aos 73 anos, em Santos, litoral de São Paulo. Ela estava na casa de repouso onde vivia havia dois anos e por volta das 5h30 o enfermeiro que dá assistência aos moradores entrou a cantora em sua cama já sem sinais vitais. Constatou-se que a causa da morte foi insuficiência respiratória. Ela havia acabado de lutar contra uma pneumonia.

“Ontem ele teve um dia muito feliz com a visita da Amanda, a filha mais velha. Cantou, brincou, riu, se alimentou bem”, diz a nota da assessoria de imprensa da família enviada para a imprensa. O filho, o cantor e produtor musical Rafael Vanucci, está viajando para Santos cuidar do velório da artista. Vanusa lutava há bastante tempo contra a depressão e sofria de um estágio avançado de demência.

Nascida em Cruzeiro, no interior de São Paulo, foi logo cedo para Uberaba, em Minas Gerais, onde deu os primeiros passados na carreira musical. Nos anos 60 chegou à TV Excelsior e participou de vários programas de TV, até chegar à TV Record no programa Jovem Guarda.

Emplacou vários sucessos, entre os mais conhecidos Mudanças, Sonhos de um Palhaço e Paralelas, até emplacar o hit Manhãs de Setembro, canção pela qual é mais conhecida. Com uma letra romântica, mas também com discurso político nas entrelinhas, em plena ditatura.

Relembre, a seguir, a música Manhãs de Setembro.

Ela gravou 23 discos na carreira, superando a marca de três milhões de cópias vendidas, além de ganhar vários prêmios em festivais internacionais.