Cerca de cem pessoas foram ontem ao Jardim da Saudade acompanhar o enterro do produtor musical e diretor artístico da gravadora Warner, Tom Capone. Ele morreu na quinta-feira, em Los Angeles, nos Estados Unidos, em um acidente de moto, quando voltava da festa do Grammy Latino para comemorar o sucesso de artistas brasileiros com os quais havia trabalhado. A cantora Maria Rita e o grupo Skank haviam recebido o troféu em suas categorias. O grupo de artistas que compareceu ao velório e ao enterro deu a medida do ecletismo de Capone, que nos últimos anos produziu Milton Nascimento e o Barão Vermelho e ia produzir também o novo disco do ministro da Cultura, Gilberto Gil, que mandou uma coroa de flores e a filha, Preta Gil, para representá-lo.

Tom Capone nasceu em Rio Negro, no interior do Paraná e mudou-se para Brasília aos 18 anos, onde teve seu primeiro grupo musical, o Peter Perfeito, que tocava rock.

Vindo para o Rio, em meados dos anos 90s, tornou-se o produtor preferido de vários artistas. Este ano, nos dois prêmios da indústria fonográfica, o Multishow e o TIM, ele subiu ao palco várias vezes para acompanhar artistas que produziu, como Maria Rita, Skank, Milton Nascimento entre outros.

Capone tinha três filhos, Victória, de 11 anos, e Kahlid, de 6, ambos de seu primeiro casamento, e Bento, que completou dois meses no dia de sua morte. Segundo a polícia de Los Angeles, ele estava de motocicleta, com um capacete inadequado e bateu num carro num cruzamento da cidade, e morreu na hora.