Assistir a cenas tórridas do próprio marido com outro homem poderia deixar algumas mulheres incomodadas, mas Catherine Zeta-Jones se divertiu ao ver o (então?) amado, Michael Douglas, dar uns amassos em Matt Damon no telefilme Behind the Candelabra, vencedor de 11 prêmios no último Emmy, com exibição marcada para sábado, 19, às 22 horas, na HBO.

“O filme a fez rir. Ela achou que foi um grande trabalho”, contou Michael Douglas durante o Festival de Cinema de Cannes deste ano. No longa, dirigido por Steven Soderbergh, o ator encarna o pianista Wladziu Liberace (1919-1987), que teve um relacionamento tumultuado com Scott Thorson (Damon), no final da década de 1970. O artista, que se apresentava com roupas exageradas em shows em Las Vegas e no resto dos EUA, sempre tocava piano com um candelabro em cima do instrumento, daí o nome do filme, que em livre tradução significa por trás do candelabro.

Após uma de suas apresentações, ele conheceu Scott no camarim e se interessou pelo rapaz – com mais de 30 anos de idade de diferença -, que contratou como assistente pessoal em sua casa. Os dois engataram um namoro, que terminou mal.

Os atores revelam não ter pensado duas vezes na hora de aceitar o convite. “Adoro quando o Michael diz que foi um papel corajoso para mim, mas não para ele. Para mim, foi uma oportunidade incrível”, analisa Matt Damon. “O roteiro veio quando eu estava me recuperando do câncer (na garganta). De repente, vi que estava em um dos melhores momentos da minha carreira com a chance de trabalhar com gente de que gosto”, afirma Douglas.

As cenas quentes, em que ambos aparecem nus, eram motivo de piada entre os atores. “Eu dizia: ‘Prepare o protetor labial, estou chegando!’. Em uma das cenas, depois de ele me beijar, eu apertei o bumbum dele, mas ele não sabia que eu ia fazer isso. Acidentalmente, a poltrona começou a sair do lugar. Foi divertido”, relembra Michael Douglas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.