Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
Juliana Silveira.

Juliana Silveira encara um pesado ritmo nas gravações de Floribella. E além das 12 horas diárias que encarna a personagem-título, de segunda a sexta, a atriz ainda tem de dar conta da demanda da jovem legião de fãs que conquistou como protagonista da trama infanto-juvenil. Mas nada disso tira o bom humor da moça. Ao contrário: mostra um entusiasmo com a novelinha da Band como se tivesse começado a gravar há pouquíssimo tempo. Apesar de já serem dois anos nessa rotina, Juliana ainda se espanta com a repercussão da novelinha. E, entre uma poção mágica e as conversas íntimas com suas amigas fadas, ela reconhece que a resposta das crianças é o que mais a tem cativado. "Fico muito presa aqui no estúdio, mas, quando encontro com as crianças e as mães nas ruas, sinto esse resultado positivo", comemora.

Onde quer que a atriz vá, crianças e mães ficam agitadas ao ver a protagonista de Floribella. Em sua segunda temporada na pela da doce Flor, Juliana vive um momento mais maduro na trama adaptada por Patrícia Moretzsohn da argentina Floricienta. Depois de perder Frederico, "príncipe encantado" vivido pelo ator Roger Gobeth, que rumou para a Terra das Fadas, Flor descobre aos poucos e entre tapas e beijos um amor verdadeiro por Conde Máximo, personagem de Mário Frias. "A história foi conduzida de um jeito que fez com que a Flor ficasse mais madura. Tudo, no entanto, foi feito para que ela não perdesse a essência", frisa.

Juliana é a primeira a admitir que se diverte e gosta muito de fazer a heroína infanto-juvenil da novelinha, mas não gosta de pensar em esticar a experiência para uma terceira temporada. De qualquer forma, não aposta numa seqüência de Floribella. Para a atriz, mais um ano de produção poderia esvaziar o "sucesso" que a novela conquistou. "Acho que uma boa história tem de acabar no auge. É preciso saber a hora de parar", filosofa.

Mas há um fator que pode fazer com que Floribella ganhe uma sobrevida: o sucesso comercial da marca. Os tênis usados por Flor, por exemplo, já venderam mais de 200 mil pares desde o lançamento da novela. Além disso, Juliana soltou a voz nos CDs das trilhas sonoras da trama que ultrapassaram a marca de 110 mil cópias vendidas. E o "efeito Juliana" não parou por aí. A moça ainda teve uma boneca feita à sua imagem e semelhança. Foram tantas novidades que a atriz mal consegue acreditar nos rumos que sua carreira tomou. "É muito doido tudo isso", espanta-se.

Mas não são os produtos nem o "status" de estrela que mais deixarão saudades na atriz. Das alegrias proporcionadas por Floribella, Juliana é rápida ao apontar o contato com as crianças como o maior trunfo de seu trabalho. Para a atriz, a conquista do público infantil foi a tarefa mais difícil em toda a sua trajetória na Band. "É um público complicado, porque é verdadeiro", sustenta. Por isso mesmo, a moça pretende continuar a trabalhar com a criançada. Juliana, porém, só não sabe ainda qual será seu destino. "Hoje em dia não me imagino fazendo outra coisa que não a que eu faço", decreta.

Achados positivos

Quando foi convidada para viver a protagonista de Floribella, Juliana Silveira sabia que o trabalho ultrapassaria os limites dos estúdios. Mesmo avisada, a atriz não pôde avaliar a diversidade de funções que o papel de Flor desencadearia. Na novelinha infanto-juvenil da Band, a musa pré-adolescente além das inúmeras cenas diárias gravou CDs e clipes das trilhas sonoras. A partir daí, tudo passou a ser novidade. E, durante esses trabalhos, Juliana descobriu um outro potencial artístico. "Nunca me imaginei fazendo essas coisas. Eles foram agregando tudo", explica.

De carona no carisma de Flor, o sucesso da novela da Band é maior na vendagem dos produtos que no índice de audiência, de cinco pontos em média. Independentemente disso, o que mais contou para Juliana foi a experiência de viver a "Cinderela de tênis". Não só pela magia da trama infantil, mas também pela diversidade dos trabalhos, Floribella representou um marco para Juliana. Isso porque a moça, que começou na tevê aos 13 anos como assistente de palco do programa da Angélica, na extinta TV Manchete, nunca pretendeu ser uma atriz de telenovelas. "Não fiz planos para a minha carreira. Eu sequer sabia que iria seguir nessa profissão. Mas fiquei encantada com o modo como as coisas foram acontecendo", confessa.